As três principais centrais sindicais argentinas se mobilizaram a partir do meio-dia desta quarta-feira em frente ao Congresso, juntamente com organizações sociais e aposentados.
A mobilização teve início ao meio-dia com a adesão de dezenas de sindicatos, refletindo o crescente descontentamento com as políticas governamentais. Confederação Geral do Trabalho (CGT) somou-se ao setor mais prejudicado pelo ajuste fiscal do presidente Javier Milei: os aposentados. Em comunicado, os organizadores declararam: “Diante de uma desigualdade social intolerável e de um governo que não atende às reivindicações por melhor renda e uma qualidade de vida digna para todas e todos, nós, os trabalhadores, paramos”.
O governo Milei reagiu. Os arredores do Congresso foram cercados pela polícia.
À zero hora desta quinta-feira (10/4), começou a terceira greve geral que paralisa a maior parte da economia, como o transporte aéreo e deve durar 24h. Esta é a terceira greve geral contra Javier Milei, mas é a primeira que encontra o presidente em queda de popularidade, entre 5 e 10 pontos, conforme a pesquisa de opinião.
A greve é contra as políticas de ajuste fiscal promovidas pelo governo, que incluem cortes de subsídios, demissões em massa e suspensão de investimentos em áreas essenciais como saúde, educação e transporte além da reforma trabalhista dentre outras. A manifestação tem forte adesão nas escolas de quase todo o país e nas universidades públicas
A deterioração do clima social diante dos cortes orçamentários do extremista de Direita resultaram em milhares de demissões e uma queda no consumo que já dura 15 meses consecutivos.
Imagem- Correio Braziliense
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