Mundo cão: menina é induzida a se automutilar ao vivo enquanto 40 pessoas acompanhavam

Mundo cão: menina é induzida a se automutilar ao vivo enquanto 40 pessoas acompanhavam

 

Flagrante de automutilação ao vivo expõe falhas graves no combate a crimes virtuais no Brasil. O homem acusado de manipular a adolescente é o mesmo que responde por assassinato de morador de rua. O conteúdo foi denunciado, mas permaneceu no ar por muito tempo

Um vídeo exibido pelo programa Profissão Repórter, da TV Globo, revelou uma cena alarmante: uma adolescente foi induzida por um homem a se automutilar durante uma transmissão ao vivo na plataforma Discord, na presença de cerca de 40 usuários.

O caso, flagrado em tempo real por um grupo independente de investigação digital, acende o alerta sobre a facilidade com que crimes envolvendo crianças e adolescentes continuam a ocorrer e circular nas redes sociais, mesmo após denúncias formais.

O episódio foi acompanhado por um desses “investigadores digitais”, que utilizam perfis anônimos para monitorar atividades suspeitas em plataformas digitais. Apelidado de Mistério, o voluntário relatou ter registrado o momento em que o homem orienta a jovem a simular ser maior de idade antes de iniciar os cortes. “Claramente dá para ver que não é uma pessoa maior de idade”, afirmou.

Durante a transmissão, o agressor conduz o ato com frases diretas, ordenando que a garota feche os olhos e puxe a lâmina com força:

— “Ai.”

O diálogo é interrompido momentaneamente com a entrada da mãe da menina no quarto. Após a saída da responsável, a adolescente volta à câmera e continua sendo pressionada.

O conteúdo foi denunciado, mas, segundo os investigadores, permaneceu disponível por um tempo considerável antes de ser removido pela plataforma. “É uma plataforma onde muita coisa errada acontece. Inclusive, ao vivo, denunciando e continuando no ar”, lamenta Mistério.

Em nota, o advogado de Kaique afirma que os fatos descritos no inquérito “não correspondem à verdade” e que seu cliente vai provar a inocência no curso do processo.

A operação foi conduzida pelo Ciberlab, núcleo da Polícia Civil especializado em crimes cibernéticos. Segundo o diretor do centro, Alessandro Barreto, só em 2025 já foram realizadas mais de 60 ações contra crimes digitais. Para ele, o desconhecimento das famílias sobre a rotina digital dos filhos é um fator de risco:

Por Felipe Borges
Pragmatismo Político

Veja também

Governo inicia construção da 6ª ponte de Rio Branco

Governo inicia construção da 6ª ponte de Rio Branco

O governo do Acre, por meio do Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e …