Thiago Ávila estava com outros 11 ativistas em missão humanitária
A bordo do veleiro Madleen, de bandeira britânica estavam também a ativista Greta Thunberg e a eurodeputada franco-palestina Rima Hassan. Eles tentavam levar à Gaza, medicamentos, alimentos e próteses para crianças palestinas que tiveram as pernas amputadas. A população palestina de Gaza enfrenta um severo bloqueio humanitário há anos. A presença da sueca Greta Thunberg servia como seguro de vida, uma vez que em 2010 Israel matou 10 ativistas que tentaram levar alimentos para o povo palestino.
O Madleen foi interceptado pelas forças de Israel na madrugada de segunda-feira (9) em águas internacionais e todos os ativistas foram presos e levados para Israel.
Na prisão foi oferecido a eles um documento redigido pelo governo sionista no qual deveriam confessar que foram presos tentando entrar ilegalmente em Israel. Quem assinou foi enviado de volta ao seu país de origem. Quatro dos ativistas — a sueca Greta Thunberg, dois franceses e um espanhol — aceitaram a deportação e retornaram a seus países de origem na terça-feira
O brasileiro Thiago Ávila se recusou a assinar e foi mantido preso. Para provocar uma reação e chamar a atenção do mundo para o fato que Israel se autopreservava de denúncia de crime de sequestro em águas internacionais ao obter assinatura dos ativistas, Thiago que era o coordenador da Flotilha da Liberdade, entrou em greve de fome e sede. Por esse motivo foi transferido para uma solitária.
O brasileiro foi ameaçado pelas autoridades israelenses com sete dias de confinamento solitário
A eurodeputada Rima Hassan também foi colocada em cela solitária, pelo temor dos israelenses que ela servisse de incentivo a outros.
O governo brasileiro exigiu a libertação de Thiago e ele foi libertado nesta quinta-feira. Segundo as últimas informações ele já está embarcando de volta para casa.
Segundo a ONG Adalah, todos os 12 integrantes do grupo foram proibidos de entrar em Israel pelos próximos 100 anos, porém eles não estavam tentando entrar em Israel, e sim na Palestina.
Marcha Global para Gaza
Ativistas de dezenas de países incluindo Estados Unidos, Canadá, Espanha, Turquia, Alemanha, Grécia, África do Sul, Malásia e Brasil, dentre outros, saíram de seus países em direção à Gaza para formar a Marcha Global para Gaza. Cerca de 4.000 ativistas de 44 países reservaram voos para o Cairo com o objetivo de participar da manifestação.
Eles se mobilizaram enquanto a Flotilha da Liberdade navegava em direção à Gaza. A ideia era se reunir no Cairo, Egito, nesta quinta-feira, 12, e viajar de ônibus (344 km), até a Península do Sinai e de lá seguir a pé, percorrendo 50 km, durante três dias até Rafah, no sul de Gaza, com o objetivo de romper o cerco de Israel contra os palestinos que leva a fome a dois milhões de pessoas.
Após a prisão dos ativistas da Flotilha da Liberdade, comboios saíram da Argélia e da Tunísia para se juntar à Marcha. As caravanas do Norte da África se denominam “Firmeza”.
A Marcha Global para Gaza pretende entregar os alimentos que estão em 3 mil caminhões que se acumulam na fronteira com o Egito.
Entretanto, nesta quinta-feira, 12, mais de 200 ativistas de diversas nacionalidades que chegaram ao Egito para participar da marcha internacional rumo a Gaza foram detidos em seu hotel ou retidos no aeroporto do Cairo, declarou nesta quinta-feira (12) à AFP Seif Abu Kishk, porta-voz do coletivo organizador.
Duas ações pró-palestina estão previstas no Egito: o coletivo Marcha Global para Gaza, a partir de sexta-feira com saída do Cairo, e a caravana Soumoud, que parte da Tunísia para chegar à Faixa de Gaza.
As autoridades egípcias indicaram que qualquer forma de ação pró-palestina organizada por “delegações estrangeiras” requer uma “autorização prévia”.
As detenções registradas desde quarta-feira pelos organizadores da Marcha Global não foram anunciadas de maneira oficial.
Entre os militantes detidos estão americanos, australianos, austríacos, holandeses, espanhóis, franceses, marroquinos, tunisianos e sul-africanos, segundo Seif Abu Kishk.
Mensagens privadas nas redes sociais ou transmitidas pelos organizadores referem-se a detenções de gregos, argelinos e colombianos, e expulsões de franceses, alemães e belgas.
Por sua vez, a caravana Sumud, que partiu da Tunísia, é composta por uma dezena de ônibus e uma centena de veículos. Ela chegou na quarta-feira a Trípoli, a capital da Líbia.
A mobilização mundial mostra que a ação da Flotilha da Liberdade foi vitoriosa apesar de não ter conseguido entregar os suprimentos e da prisão dos ativistas. A partir de agora, Israel vai se ver as voltas com multidões de pessoas do mundo todo que vão insistir em romper o bloqueio.
Acre in Foco – Cobertura das Últimas Notícias do Acre Acre in Foco traz as últimas notícias do Acre, com cobertura atualizada sobre política, segurança, saúde, cultura e eventos locais. Fique por dentro de tudo
