“Não temos medo”, afirmou o ativista brasileiro Thiago Ávila que integra a missão humanitária enquanto navega em direção à Faixa de Gaza. Ávila está acompanhado da sueca Greta Thunberg e de outros dez ativistas internacionais em uma missão da Freedom Flotilla Coalition. A embarcação partiu da Sicília, na Itália, com o objetivo de romper o bloqueio marítimo imposto por Israel e entregar suprimentos à população palestina.
O grupo viaja a bordo do navio Madleen, levando comida, suplementos médicos e outros itens essenciais. A missão também visa chamar atenção internacional para a grave crise humanitária vivida pelos palestinos desde o início da guerra em Gaza. “Vamos continuar nesse barco com 12 pessoas a levar comida, medicamentos”, declarou Ávila em vídeo publicado em suas redes sociais.
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou publicamente que a embarcação será interceptada. “À antissemita Greta e seus companheiros porta-vozes da propaganda do Hamas, digo claramente: vocês devem voltar, porque não chegarão a Gaza”, escreveu Katz na rede social X.
Para o ativista brasileiro, a declaração do ministro é uma ameaça grave: “Estamos em águas internacionais e vamos para águas palestinas. Nenhuma dessas áreas está sob o controle” de Israel, disse ele, argumentando que qualquer ação contra a missão configuraria um crime de guerra.
Além de Thunberg e Ávila, estão a bordo da embarcação a eurodeputada francesa Rima Hassan, descendente de palestinos, que já foi proibida de entrar em Israel por sua oposição às políticas do governo israelense, e o ator Liam Cunningham, conhecido por seu papel na série Game of Thrones.
Em coletiva de imprensa antes da partida, Greta Thunberg afirmou que “o silêncio mundial diante da situação [em Gaza] equivale a ‘um genocídio transmitido ao vivo’”.
Durante a viagem, o grupo relatou um incidente de “interferência eletrônica” nos radares do navio, o que dificultou a navegação por cerca de 30 minutos. O problema, segundo os ativistas, foi superado e a embarcação segue rumo à costa de Gaza. Esta não é a primeira tentativa da Freedom Flotilla Coalition de alcançar a Faixa de Gaza por mar. Em maio, outro navio do grupo foi atacado por drones em águas internacionais próximas a Malta.
A embarcação Madleen, operada pela Freedom Flotilla Coalition, partiu da Sicília, na Itália, no último domingo com 12 ativistas de diferentes nacionalidades. O grupo pretende entregar ajuda humanitária ao enclave e, principalmente, chamar atenção internacional para a grave situação vivida pela população local. As informações são do Brasil 247
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