STF determina prisão de condenados pela tentativa de explodir aeroporto de Brasília

STF determina prisão de condenados pela tentativa de explodir aeroporto de Brasília

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), cancelou o semiaberto e determinou a prisão dos três homens condenados pela tentativa de explosão de um caminhão-tanque nos arredores do aeroporto de Brasília, no dia 24 de dezembro de 2022, véspera de Natal.

Com a medida, os acusados George Washington de Oliveira, Alan Diego dos Santos Rodrigues e Wellington Macedo de Souza ficarão presos preventivamente, ou seja, por tempo indeterminado.

Relembre o crime

Em 24  de dezembro de 2022, durante a transição de governo a Polícia Militar do Distrito Federal desativou um atentado terrorista para explodir o aeroporto de Brasília com o objetivo de possibilitar que o ainda presidente Jair Bolsonaro (PL), instaurasse um estado de sítio nas últimas horas de seu governo e com isso pudesse impedir a posse de Lula.

A bomba colocada nas proximidades do aeroporto de Brasília chegou a ser armada, mas falhou no momento da ativação. Caso o plano tivesse sido executado, teria sido um dos maiores atentados terroristas da história do Brasil.  Centenas de pessoas poderiam ter morrido.

O plano dos três apoiadores de Jair Bolsonaro incluía a explosão de outras bombas em pontos estratégicos da capital federal às vésperas do Natal. Os três homens integraram o movimento golpista acampado em frente ao Quartel-General do Exército.

A bomba com a qual pretendiam explodir o aeroporto de Brasília foi colocada num caminhão-tanque com 63 mil litros de querosene próximo ao terminal internacional do aeroporto. O motorista do caminhão-tanque de combustível percebeu o objeto estranho no veículo e alertou policiais na área. A PM chegou a tempo de desativar a bomba.

Provas

Alan Diego dos Santos Rodrigues, confessou ter colocado a bomba no caminhão-tanque, depois de ter sido preso no Mato Grosso.

Apontado como líder operacional desta operação terrorista, George Washington de Oliveira Sousa tinha um arsenal com explosivos e munições no imóvel que havia alugado. O arsenal foi encontrado pela polícia. Ele havia ido do Pará para Brasília para participar de manifestações em apoio a Jair Bolsonaro.

O terceiro participante da trama, o blogueiro Wellington Macedo de Souza, aparece nas imagens das câmeras de uma loja e do próprio caminhão onde a bomba foi plantada. As imagens mostram o momento em que o carro de Wellington se aproxima lentamente do veículo. Ele estava acompanhado de Alan Diego dos Santos Rodrigues, que foi o responsável por colocar a bomba no caminhão. Wellington também está envolvido na tentativa de invasão ao prédio da Polícia Federal dez dias antes da tentativa de explodir as bombas em Brasília. Em 12 de dezembro de 2022, além de tentarem invadir o prédio da PF, apoiadores de Jair Bolsonaro também incendiaram carros e ônibus nas ruas da capital federal. O blogueiro fugiu para o Paraguai mas foi preso pela Interpol e devolvido ao Brasil.

Além de terem sido condenados pela Justiça da capital federal, os acusados já foram denunciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) ao Supremo pelos crimes de associação criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e atentado contra a segurança de transporte aéreo.

 

 

 

Veja também

A hora do doido: Irã contratou psicólogos e psiquiatras para saber como lidar com Trump

A hora do doido: Irã contratou psicólogos e psiquiatras para saber como lidar com Trump

O governo do Irã contratou psicólogos e psiquiatras experientes para avaliar a condição mental do …