Governo Nicolás Maduro trocou pelos venezuelanos 10 prisioneiros estadunidenses acusados de delitos graves
De acordo com o Ministério das Relações Exteriores venezuelano, o país pagou um “preço alto” pela troca, já que os estadunidenses estavam presos por “participarem de delitos graves” no país. Em nota, a pasta afirma que o presidente Nicolás Maduro “não teve dúvidas” em realizar a troca, ainda que tenham provas contra os detidos na Venezuela.
Para as deportações dos venezuelanos, Trump usou a Lei de Inimigos Estrangeiros de 1798. A política de deportação permite a perseguição aos imigrantes no trabalho, nas escolas e até mesmo em hospitais, sob a falsa alegação de que fazem parte de gangues criminosas, que não consegue comprovar.
Em abril, El Salvador propôs trocar 252 presos venezuelanos por número igual de presos salvadorenhos, mas a Venezuela rejeitou a proposta. A Suprema Corte dos EUA suspendeu as deportações após um pedido da União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU, na sigla em inglês), que processa o governo pelas deportações. A Casa Branca concordou em suspender as deportações, mas pediu o fim da suspensão.
Venezuela criou o Plano de Retorno à Pátria
Através desse esforço 8.283 migrantes foram repatriados aos seu país de origem, desde fevereiro deste ano. Dentre eles sete crianças que haviam sido separadas de seus pais durante processos de deportação dos EUA, e levadas a instituições.
“Acolhemos aqueles que retornam neste grupo, como sempre, com o apoio de suas famílias, após eles terem sido mantidos reféns pelas autoridades estadunidenses”, frisou o ministro do Interior da Venezuela, Diosdado Cabello.
Desde abril deste ano, o governo venezuelano acusava os Estados Unidos de sequestrar crianças venezuelanas, separadas à força dos seus pais e lançou uma campanha pela libertação das mesmas, usando como caso emblemático o da menina Maikelys Espinoza, de apenas dois anos de idade. As sete resgatadas nesta sexta (18), seriam a primeira leva dos casos incluídos no acordo, que totalizam 31 crianças presas nos EUA. Algumas delas, filhos de venezuelanos que foram enviados para a prisão de El Salvador.
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, chegou a escrever uma carta ao papa Leão XIV para pedir a intervenção da Igreja Católica na tentativa de libertar os filhos de migrantes venezuelanos “sequestrados” nos Estados Unidos. O governo venezuelano se dispôs a buscar os migrantes com um avião da companhia estatal Conviasa.
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