Empresa de armas israelense usa mortes em Gaza em propaganda para vender drones

Empresa de armas israelense usa mortes em Gaza em propaganda para vender drones

A empresa estatal israelense Rafael Advanced Defense Systems está sendo criticada internacionalmente após divulgar um vídeo promocional de seu drone Spike Firefly que mostra o equipamento rastreando e matando uma pessoa aparentemente desarmada em Gaza. O vídeo foi postado nas redes sociais da empresa com trilha sonora dramática e legendas destacando as funções do drone: “identifica o alvo”, “rastreia” e “neutraliza a ameaça”.

As imagens mostram o drone pairando sobre um bairro destruído, seguindo um indivíduo que caminha sozinho e, em seguida, mergulhando até ele antes de explodir. O alvo tenta correr ao perceber o dispositivo, mas não escapa. Não há indicação de que a pessoa estivesse armada ou oferecendo qualquer tipo de ameaça. A filmagem foi geolocalizada por analistas independentes na região de al-Tawam, no norte da Faixa de Gaza.

Segundo a Rafael, a ação marca dois anos da utilização do Spike Firefly em operações reais, que a empresa descreve como uma nova era de “precisão tática com danos colaterais mínimos”. No entanto, especialistas em direito internacional afirmam que o ataque constitui um possível crime de guerra. “Trata-se, sim, de um aparente crime de guerra: matar uma pessoa aparentemente desarmada, caminhando na rua e sem participação direta em atividades militares”, disse Nimer Sultany, professor de direito público da Universidade de Londres (SOAS). As informações são do DCM

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