Tomando tudo: Israel vai ocupar Gaza e transferir palestinos para a Etiópia

Tomando tudo: Israel vai ocupar Gaza e transferir palestinos para a Etiópia

 O gabinete de segurança política de Israel aprovou, na madrugada desta sexta-feira (8), um plano para que o exército assuma o controle da Cidade de Gaza, no norte do território palestino, ampliando as operações militares já em curso, informa a Reuters.

O plano aprovado nesta sexta-feira inclui a evacuação de civis palestinos e o lançamento de uma ofensiva terrestre na região.

A ONU manifestou preocupação, classificando como “profundamente alarmantes” os relatos de uma possível ampliação das operações militares israelenses. Internamente, a ideia — defendida principalmente por ministros de extrema direita da coalizão de Netanyahu — também gera divisões.

Enquanto isso, a situação humanitária se agrava. Imagens recentes de crianças famintas e de refugiados vivendo em tendas na Cidade de Gaza provocaram indignação global. Organizações internacionais alertam que o bloqueio e as ações militares intensificam a fome e a escassez de recursos em Gaza.

Êxodo em massa patrocinado por Israel e EUA

Segundo o Axios World, o diretor do Mossad (Serviço Secreto do Governo de Israel), David Barnea, esteve em Washington na semana passada para buscar apoio dos Estados Unidos em um polêmico plano de realocação em massa de palestinos da Faixa de Gaza em outros países.

David Barnea discutiu com o enviado da Casa Branca, Steve Witkoff, a possibilidade de transferir centenas de milhares de civis palestinos da Faixa de Gaza para a Etiópia, Indonésia e Líbia — depois que o Egito se recusou a aceitá-los.

A proposta, que ecoa uma sugestão feita pelo presidente Donald Trump em fevereiro deste ano, levanta graves preocupações sobre uma limpeza étnica em Gaza, onde mais de 2 milhões de palestinos vivem sob bloqueio israelense há anos.

O diretor do serviço secreto de Israel(Mossad) pediu que os EUA ofereçam incentivos financeiros e políticos aos três países citados para facilitar o acordo. A Indonésia, maior nação muçulmana do mundo, a Etiópia, que enfrenta suas próprias crises internas, e a Líbia, fragmentada por conflitos, seriam os principais destinos.

Até agora, os governos da Etiópia, Indonésia e Líbia não comentaram as negociações.

 

 

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