Audiência pública abre semana de conscientização sobre doação de órgãos no Acre

Audiência pública abre semana de conscientização sobre doação de órgãos no Acre

Na manhã desta segunda-feira, 22, a Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) e a Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre) promoveram, na Assembleia Legislativa, uma audiência pública sobre a importância da doação de órgãos e a atual situação dos transplantes no estado.

A atividade marcou a abertura da programação do Setembro Verde, campanha nacional voltada à conscientização da sociedade sobre a doação e o transplante de órgãos e tecidos. O deputado Eduardo Ribeiro presidiu a audiência, que reuniu autoridades, profissionais de saúde, comunidade e pacientes para discutir desafios e avanços na área.

Um dos dados apresentados chamou a atenção: atualmente, 80% dos transplantes realizados no Acre dependem de órgãos vindos de outros estados. Além disso, em 2024, metade das famílias abordadas se recusou a autorizar a doação, o que impediu que pacientes na fila fossem beneficiados.

Com o tema “Doe vida. Avise sua família. Seja a razão do amanhã de alguém”, a campanha deste ano reforça a necessidade de diálogo dentro das famílias. A decisão de doar precisa ser comunicada e respeitada, garantindo que o gesto de solidariedade se transforme em esperança.

O impacto de cada doação vai muito além do paciente que recebe o transplante, alcançando também familiares e toda a rede de convivência. Um único doador pode beneficiar pacientes com órgãos como coração, pulmões, fígado, rins, pâncreas e intestino, ou com tecidos como córneas, ossos, pele, tendões e vasos sanguíneos.

“Desde o início do programa, 556 pacientes já foram beneficiados com a doação de órgãos no Acre. Esse número mostra o quanto o transplante representa esperança e transformação de vidas. No entanto, ainda precisamos avançar e fortalecer, junto com a população, a doação local. A parceria entre a Fundação, a Sesacre e o governo do Estado tem esse propósito: sensibilizar, informar e ampliar o número de doadores. É importante lembrar que um único doador pode salvar até oito vidas”, ressaltou a presidente da Fundação Hospitalar, Sóron Steiner.

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