Dezoito viaturas da PM fazem “sirenaço” uma semana depois de confronto entre direitistas e estudantes na universidade
“Vi e não entendi nada”, disse um funcionário da UFPR, que pediu para não ter a identidade revelada. “Estavam todos os departamentos da PM, com pelo menos uma viatura cada. Saíram todos com giroflex e sirene ligados, um barulho altíssimo. Os policiais estavam todos em formação, na frente das viaturas”.
A PM justificou que as equipes participaram da Operação Sinergia, que está sendo realizada em todo o estado nesta semana. Segundo a assessoria da corporação, o vídeo registrou o momento da saída das viaturas para a operação, que envolveu equipes do 33º Batalhão, responsável pela área central de Curitiba.
Câmara de Vereadores apoia ação que deixou feridos
Na sessão de quarta-feira (17), a Câmara Municipal de Curitiba aprovou uma moção de apoio à ação da PM no dia 9 de setembro, quando policiais invadiram o Prédio Histórico da UFPR para supostamente “resgatar” o vereador Guilherme Kilter (Novo) e Jeffrey Chiquini, advogado de Felipe Martins, que dariam uma palestra sobre o Supremo Tribunal Federal (STF) no Salão Nobre do curso de Direito. Felipe Martins é o ex-assessor para assuntos internacionais de Jair Bolsonaro (PL), e está preso acusado de ter elaborado a minuta do golpe.
Na Praça Santos Andrade, os policiais utilizaram bombas de efeito moral, gás e balas de borracha. Uma estudante ficou ferida na perna. Outro estudante foi derrubado e arrastado pelos policiais antes de ser preso. Cercados por policiais, o vereador e o advogado gravavam vídeos para suas redes sociais. Guilherme Kilter xingou estudantes e correu atrás deles.
Filha do ministro Fachin, diretora do curso de Direito da UFPR, é agredida na rua após incidente com Kilter e Chiquini
Indignados com a palestra prevista para aquela noite, cujo tema anunciado eram o Estado Democrático de Direito e supostos abusos do Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento de Jair Bolsonaro (PL) e dos demais réus condenados dois dias depois por tentarem dar um golpe de Estado no Brasil. Embora não tenha participado diretamente dos fatos, Melina Fachin entrou na mira dos extremistas da direita tanto por ser diretora da faculdade quanto por ser filha de Edson Fachin, ministro do STF.
Chiquini e Kilter são ligados à extrema-direita e estavam na universidade para falar em defesa de Jair Bolsonaro (PL) e dos demais réus da trama golpista, condenados dois dias depois à cadeia pela primeira turma do Supremo Tribunal Federal (STF). Quando se viram em minoria, acionaram a polícia que, desrespeitando a lei, invadiu o prédio da UFPR.
Tanto Chiquini quanto o perfil oficial do batalhão postaram imagens da visita de cortesia ao escritório do advogado, que deve ser candidato a deputado nas eleições do ano que vem. As informações são do Plural de Curitiba
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