“Torturaram brutalmente a Greta diante dos nossos olhos. A arrastaram pelos cabelos. Machucaram a Greta. A pequena Greta. A espancaram e a obrigaram a beijar a bandeira de Israel. Fizeram com ela o mesmo que nazistas”, contou o ativista turco Ersin Celik, liberado neste sábado da prisão israelense e confirmado pelo jornalista italiano Lorenzo Agostino.
Celik disse ainda que militares e políticos israelenses trataram todos os integrantes da Flotilha como insetos.
Os ativistas chamam Greta Thunberg de “pequena Greta” em função da baixa estatura da jovem sueca de22 anos, que mede apenas 1,49m. Vê-la tão baixinha ser torturada por homens grandes e armados foi um choque para todos.
Os fatos também foram confirmados pelos diplomatas suecos que visitaram Greta na prisão localizada no deserto de Negev onde também estão todos os outros integrantes da Flotilha Global Sumud, incluindo a deputada federal brasileira Luizianne Lins (PT-CE) e o ativista Thiago Ávilla.
Os diplomatas suecos limitaram-se a relatar as condições de sua conterrânea: está sendo mantida sem alimentação e água adequados; está desidratada e em mantida em local infestado de insetos, por esse motivo está com erupções cutâneas devido a picadas de percevejos
A detenção de Greta provocou forte repercussão na Suécia, onde parlamentares e entidades de direitos humanos exigem do governo uma ação diplomática mais firme junto a Israel.
Enquanto o mundo se manifesta pela libertação dos ativistas feitos reféns por Israel em águas internacionais, duas novas flotilhas em missões humanitárias se encaminham à Gaza para tentar furar o bloqueio. Uma com 11 barcos e 100 médicos que partiu da Itália e a outra com 45 barcos que partiu da Turquia.
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