Um levantamento publicado pelo jornalista estadunidense Evan Hurst expôs uma dura contradição dentro do discurso moralista de setores ultraconservadores cristãos. De acordo com o relatório, desde o início de 2025, quase 200 líderes religiosos e figuras anti LGBTQ+ foram acusados de crimes de abuso infantil nos Estados Unidos. A atualização mais recente, divulgada em 31 de outubro, envolve pastores, padres, professores de escolas cristãs e líderes de grupos de jovens. Apenas entre agosto e outubro, de 2025, 50 novas denúncias, condenações ou prisões foram adicionadas à lista.
O jornalista também criticou as políticas do governo Trump, que recentemente tentou rotular a chamada “ideologia trans” como uma forma de terrorismo doméstico, em mais uma ofensiva contra os direitos e a existência de pessoas trans. O contraste entre o discurso de “proteção das crianças” e o número crescente de acusações contra líderes religiosos evidencia um padrão de hipocrisia moral que vem sendo denunciado há anos por ativistas e jornalistas.
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Hurst afirma que o objetivo do relatório é mostrar a hipocrisia de parte desse movimento, que tenta associar falsamente pessoas LGBTQ+ a crimes de abuso. Segundo ele, o número de casos dentro de instituições religiosas cresce enquanto não há registros significativos de acusações envolvendo a comunidade LGBTQ+. O jornalista também destaca que muitos abusos ocorreram em espaços que se apresentam como defensores da “moral e dos bons costumes”, mas que escondem práticas graves dentro de suas próprias estruturas.
Levantamento anterior, datado de 2023 mostra que pelo menos 1.997 menores sofreram abusos sexuais por 451 clérigos e líderes religiosos na diocese norte-americana de Illinois, segundo um relatório divulgado pelo procurador-geral do estado, Kwame Raoul. LeiaAqui