Passaporte dos EUA deixa a lista de mais influentes do mundo por “culpa” do Brasil

Passaporte dos EUA deixa a lista de mais influentes do mundo por “culpa” do Brasil

Os Estados Unidos ficaram fora do top 10 dos passaportes mais influentes do mundo pela primeira vez desde a criação do ranking Henley Passport Index, há 20 anos. O relatório mais recente, publicado em 7 de outubro pela consultoria internacional Henley & Partners, aponta que o país caiu para a 12ª posição, empatado com a Malásia.

Entre as causas da queda, a consultoria cita a perda de acordos de reciprocidade, incluindo o rompimento com o Brasil, que voltou a exigir vistos de cidadãos estadunidenses em abril.

Em 2014, o passaporte dos Estados Unidos era o mais poderoso do planeta. Hoje, permite entrada sem visto em 180 destinos, o que, segundo o estudo, reflete uma tendência de isolamento nas políticas de imigração do governo Trump.

“A perda de acesso sem visto ao Brasil e a exclusão da lista de países isentos da China marcaram o início da derrocada”, escreveu a Henley & Partners.

Desde o retorno de Trump à Casa Branca, a administração estadunidense tem ampliado restrições: suspendeu vistos para viajantes de 12 países da África, Oriente Médio e Sudeste Asiático e passou a cobrar cauções de até US$ 15 mil de turistas de algumas nações.

O Brasil, que retomou a exigência de visto para estadunidenses, canadenses e australianos, justifica a medida com base na reciprocidade: o país não concede isenção a cidadãos de nações que exigem o mesmo documento de brasileiros.

Atualmente, o passaporte brasileiro ocupa o 19º lugar no ranking global, empatado com San Marino e Argentina, permitindo viagens sem visto a 169 destinos. Em termos de “abertura”, número de nacionalidades que podem entrar no país sem visto, o Brasil aparece em 44º, liberando entrada a cidadãos de 100 países.

A China e outros países asiáticos têm seguido caminho oposto ao dos EUA. O passaporte chinês subiu do 94º lugar em 2015 para o 64º em 2025, com 37 novos acordos de isenção de visto firmados na última década.

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