Ditador do mundo: Trump trata Honduras como quintal e ameaça o país se seu candidato não vencer

Ditador do mundo: Trump trata Honduras como quintal e ameaça o país se seu candidato não vencer

Presidente dos EUA pressiona autoridades eleitorais hondurenhas e exige conclusão da apuração, declarando apoio explícito a Tito Asfura

As declarações do presidente norte-americano seguem a mesma linha de um alerta feito na semana anterior. Trump advertiu que, caso Asfura não vencesse, “os Estados Unidos não desperdiçariam recursos [em apoio a Honduras], porque um líder errado só traria resultados catastróficos ao país, independentemente de quem seja”.

Ele também afirmou que, se Asfura assumir a presidência, “os EUA oferecerão grande apoio, pois confiam nele, em suas políticas e no que ele fará pelo grande povo hondurenho”.

Na mesma mensagem, Trump projetou um futuro próspero para o país sob o comando de Tito Asfura. “Após a vitória de Tito”, disse o presidente americano, Honduras seguirá “rumo a um grande sucesso político e financeiro”. “Tito será um ótimo presidente, e os EUA trabalharão junto a ele para garantir o sucesso pleno de Honduras”, concluiu.

A intervenção direta do presidente dos Estados Unidos expõe mais uma vez o peso geopolítico que Washington exerce sobre países da América Central — e a disputa eleitoral hondurenha torna-se, assim, palco de pressões externas sem precedentes recentes.

As eleições presidenciais hondurenhas já vinham sendo marcadas por incerteza. Apesar do fechamento das urnas no domingo, apenas 55,87% dos votos haviam sido contabilizados na manhã de segunda-feira, alimentando suspeitas, pressões e desconfiança por parte dos dois principais blocos da oposição, representados por Nasry Asfura e Salvador Nasralla.

Trumpe afirmou que a Comissão Nacional Eleitoral suspendeu a apuração à meia-noite, quando “apenas 47% dos votos haviam sido contabilizados”. Até o momento da interrupção, informou Trump, a disputa era extremamente apertada entre Tito Asfura, do conservador Partido Nacional, e Salvador Nasralla, com Asfura à frente por cerca de 500 votos.

Segundo o presidente norte-americano, a interrupção da contagem oficial na noite de 30 de novembro representa uma grave ameaça ao processo democrático. “Parece que Honduras está tentando mudar os resultados das suas eleições presidenciais. Se fizerem isso, haverá consequências severas!”, escreveu Trump.

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