Saiba como identificar as espécies mais perigosas do país e qual o procedimento correto em caso de picada
Jararaca (Bothrops jararaca)
É uma das principais responsáveis por acidentes ofídicos no Brasil, que tem 32 espécies conhecidas de jararaca, fazendo parte do gênero Bothrops, que responde por cerca de 90% das picadas no país. Seu veneno causa dor intensa, inchaço, sangramento e necrose no local. Encontrada em praticamente todo o Brasil, prefere ambientes úmidos, como matas e beiras de rios.
Cascavel (Crotalus durissus)
Facilmente identificada pelo guizo na ponta da cauda, a cascavel habita áreas de campo e cerrado. Sua peçonha é neurotóxica, afetando o sistema nervoso e podendo causar paralisia muscular e insuficiência renal aguda se não tratada rapidamente. Possuem uma coloração corporal de fundo cinza, cinza-avermelhado ou castanho e podem ter até 160 centímetros de comprimento.
Surucucu-pico-de-jaca (Lachesis muta)
É a maior cobra peçonhenta das Américas, podendo ultrapassar os três metros de comprimento. Vive em florestas densas, como a Amazônia e a Mata Atlântica. Sua picada é rara, mas extremamente perigosa, com um veneno potente que provoca hemorragias e necrose.
Coral-verdadeira (Micrurus corallinus)
Reconhecida por seus anéis coloridos em vermelho, preto e amarelo, possui um veneno neurotóxico devastador. A picada causa paralisia do sistema respiratório, o que pode ser fatal. O grande perigo é a confusão com a falsa-coral, que é inofensiva.
Jararacuçu (Bothrops jararacussu)
Uma das maiores espécies do gênero Bothrops, é encontrada principalmente na Mata Atlântica. Sua picada injeta uma grande quantidade de veneno, causando reações locais severas, como hemorragia, necrose e inchaço, além de complicações sistêmicas.
Como evitar acidentes
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Nunca andar descalço em lugares de mata fechada. O uso dos sapatos, botinas, botas ou perneiras deve ser obrigatório;
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Olhar sempre com atenção os caminhos a percorrer;
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Nunca colocar as mãos em tocas ou buracos na terra, ocos de árvores, cupinzeiros ou entre pedras. Esses são os melhores esconderijos para animais peçonhentos;
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Não montar acampamentos junto a plantações, pastos ou matos em regiões aonde normalmente há roedores e serpentes;
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Nas matas ou nas beiradas das entradas, em acampamentos e piqueniques, nunca deixar as portas do carro abertas, principalmente ao anoitecer. Mesmo durante a troca de pneu, ter essa precaução;
O que fazer ao encontrar uma cobra?
O mais importante é manter a calma e seguir um protocolo simples de segurança para evitar um acidente:
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Não se aproxime: mantenha uma distância segura de, no mínimo, dois metros. Afaste-se lentamente, sem movimentos bruscos.
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Isole a área: afaste crianças e animais domésticos do local para evitar que cheguem perto da serpente.
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Não tente capturar ou matar: além de ser crime ambiental, a tentativa de captura é o momento de maior risco de acidentes.
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Ligue para as autoridades: acione o Corpo de Bombeiros (193) ou a Polícia Militar Ambiental. Eles possuem equipes treinadas para realizar o resgate seguro do animal.
Se deparar com uma cobra, a primeira recomendação é manter distância e não tentar capturá-la. Em caso de picada, seguir os procedimentos corretos é fundamental para salvar uma vida. Aja com calma e siga essas orientações:
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Lave o local da picada apenas com água e sabão.
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Mantenha a vítima deitada e o mais calma possível para não acelerar a circulação do veneno.
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Leve a pessoa imediatamente ao hospital mais próximo ou acione o serviço de emergência.
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Se possível, tente tirar uma foto da cobra (com segurança) para ajudar na identificação e na escolha do soro antiofídico correto.
É igualmente importante saber o que não fazer. Práticas populares podem agravar muito a situação. Jamais faça torniquetes; não corte o local da picada; e nunca tente sugar o veneno. Essas ações podem aumentar o risco de necrose e infecções. Com informações de O Estado de Minas
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