Mossad, o serviço secreto de Israel está por trás dos ataques
Manifestantes causaram danos a propriedades públicas e privadas em Teerã, enquanto o prefeito da capital, Alireza Zakani, relatou ataques contra instalações das forças de segurança em 8 de janeiro, além de incêndios em ônibus, caminhões de bombeiros e ataques a bancos. A televisão estatal, por sua vez, noticiou vítimas durante os acontecimentos, sem especificar de que lado. A agência Fars informou no sábado que seis agentes das forças de segurança do Irã foram mortos durante protestos na província meridional de Fars. Ao menos 120 agentes de segurança e outros funcionários do governo teriam ficado feridos durante a instabilidade.
Além disso, o promotor Ali Akbar Hosseinzadeh e vários agentes das forças de segurança foram mortos durante protestos em massa na província de Khorasan do Norte, no noroeste do Irã, afirmou na sexta-feira o principal juiz da província, Reza Baratizadeh. Em Teerã, manifestantes danificaram 26 agências bancárias e dez prédios governamentais, além de incendiarem 25 mesquitas, informou o prefeito. Postos policiais também foram atacados, segundo Zakani. Ao todo, 48 caminhões do Corpo de Bombeiros enviados para conter incêndios pela cidade foram completamente destruídos pelo fogo.
“Ontem à noite, durante a instabilidade na cidade de Esfarayen, o promotor da cidade, Ali Akbar Hosseinzadeh, acompanhava a situação no local junto com as forças de segurança e de aplicação da lei. Um grupo de manifestantes violentos, a maioria deles não residentes de Esfarayen nem da província de Khorasan do Norte, incendiou o prédio onde o promotor e os agentes se encontravam, impedindo que equipes médicas prestassem socorro”, declarou Baratizadeh, citado pela emissora iraniana IRIB.
Em várias cidades iranianas, os protestos se transformaram em confrontos com a polícia. Manifestantes entoaram palavras de ordem críticas ao governo da República Islâmica. Também foram registradas vítimas entre as forças de segurança e os manifestantes.
Agentes das forças de segurança do Irã detiveram mais de 100 pessoas acusadas de participar dos tumultos em massa e de usar armas contra civis e policiais, afirmou Murad Moradi Karnachi, chefe do distrito de Baharestan, na província de Teerã, no sudoeste do país, no sábado.
Na quinta-feira, marchas de protesto ocorreram em várias regiões do Irã após um chamado de Reza Pahlavi, descendente do xá do Irã deposto em 1979.
Na noite de sexta-feira, o porta-voz da polícia iraniana, Saeed Montazer Al-Mahdi, afirmou que a situação em todo o Irã estava calma, um dia após a onda de instabilidade que atingiu o país.
Entenda – Em 29 de dezembro de 2025, comerciantes começaram a realizar protestos no centro de Teerã em razão de uma forte queda no valor do rial iraniano. A Fars informou que empresários que participavam das manifestações estavam incentivando seus colegas a fechar as lojas e aderir ao movimento. Em 30 de dezembro, estudantes de universidades de Teerã se somaram à instabilidade. Em 2 de janeiro, a agência Mehr noticiou que um grupo de indivíduos mascarados e não identificados, armados com armas de fogo, apareceu nas ruas da província de Ilam. Nos últimos dias, os confrontos entre manifestantes e forças de segurança se intensificaram, principalmente nas províncias ocidentais.
Os distúrbios atingiram seu auge em 8 de janeiro, quando ao menos 11 civis foram mortos, incluindo uma criança. Vários agentes das forças de segurança também morreram. O prefeito de Teerã, Alireza Zakani, afirmou que os manifestantes incendiaram 25 mesquitas, saquearam 26 bancos, três hospitais, dez prédios governamentais, 48 caminhões de bombeiros, 42 ônibus e veículos de ambulância, além de 24 apartamentos.
Teerã responsabiliza Washington por alimentar os protestos recentes no Irã e incentivar a instabilidade, afirmou o representante permanente do país na ONU, Amir Saeid Iravani, em carta enviada ao secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres.
Iravani destacou que o Irã condena “a conduta contínua, ilegal e irresponsável dos Estados Unidos da América, em coordenação com o regime israelense, ao interferirem nos assuntos internos do Irã por meio de ameaças, incitação e do incentivo deliberado à instabilidade e à violência”, bem como a transformação de manifestações pacíficas em distúrbios violentos e atos de vandalismo.
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, discutiu os protestos no Irã com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, no sábado, informou o New York Times, citando fontes.
Ainda no sábado, Reza Pahlavi, filho do xá do Irã deposto em 1979, publicou um novo vídeo na plataforma X conclamando a população iraniana a uma greve geral. Segundo ele, o objetivo dos protestos seria a preparação para ocupar e manter ruas e instalações estrategicamente importantes. Pahlavi já havia apelado anteriormente ao presidente dos Estados Unidos para que interviesse no Irã. (Com informações da Sputnik).
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