Micróbios comuns resistem à radiação em Fukushima e desafiam expectativas da ciência

Micróbios comuns resistem à radiação em Fukushima e desafiam expectativas da ciência

Estudo identifica comunidades bacterianas vivendo em água altamente radioativa na usina japonesa sem sinais claros de adaptação extrema

A vida microscópica encontrada no interior da Usina Nuclear de Fukushima Daiichi tem surpreendido pesquisadores ao contrariar ideias consolidadas sobre os efeitos da radiação em organismos vivos. Em um dos ambientes mais hostis do planeta, bactérias consideradas comuns conseguiram se estabelecer e se manter ativas ao longo dos anos, sem apresentar evidências de adaptações específicas à radioatividade. O achado amplia o entendimento sobre os limites da resistência biológica e chama a atenção para consequências práticas ainda pouco discutidas.

O acidente nuclear ocorrido em março de 2011 foi consequência direta de um terremoto submarino seguido por um tsunami que atingiu a costa do Japão. A inundação da usina provocou o derretimento do núcleo de reatores e levou à evacuação imediata da cidade de Ōkuma, na província de Fukushima. Desde então, a área permanece em grande parte desocupada, com retorno restrito de moradores e presença constante de equipes técnicas envolvidas na descontaminação e no complexo processo de desativação da planta.

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