Vem à tona a razão pela qual Trump não tirou o chavismo do poder e não empossou a oposição de direita, aceitando a vice de Maduro
Militares venezuelanos, os fiadores da longa presidência de Hugo Chávez e Nicolas Maduro, são profundamente chavistas e têm ódio à elite branca local, ao grande empresariado, concentradores de renda.
A rejeição dos militares a María Corina Machado e Edmundo Gonzalez fez Trump declarar que “não quer” a inacreditável “Nobel da Paz” por “não ter respeito” na Venezuela.
Essa declaração esconde o fato de que Trump não está preocupado com quem tem ou não respeito, mas, sim, com o fato de que para colocar a oposição de direita no poder teria que invadir a Venezuela por terra e meter os EUA em mais um atoleiro, porque o país caribenho é bem armado e mesmo depois de uma demorada guerra sabe que a direita acabaria derrubada.
Trump decidiu apostar em ações cirúrgicas relâmpago como a que sequestrou Nicolás Maduro. Poderá repeti-las no curto prazo? Contra Cuba, por exemplo? Talvez. Contra a Colômbia? Muito mais difícil.
O blefe do presidente dos EUA esconde o fato de que ele tem lá suas fragilidades. Sua popularidade está fortemente abalada, segundo TODAS as pesquisas, e uma grande derrota em novembro o fará cair.
Por Eduardo Guimarães
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