Tropas do EUA desembarcam no Paraguai: Trump aumenta presença militar na América do Sul

Tropas do EUA desembarcam no Paraguai: Trump aumenta presença militar na América do Sul

Os grande EUA ampliam sua presença militar direta em países considerados estratégicos, ao mesmo tempo em que buscam conter a influência da China na região

Em meio a crescente intervenção do imperialismo na América do Sul, tropas das Forças Armadas do EUA desembarcaram no Paraguai no último sábado (10/1). Uma aeronave C-17 Globemaster III da Força Aérea ianque pousou na região metropolitana da capital Assunção, transportando tanto militares quanto equipamentos, armamentos e munições. Segundo porta-vozes do exército ianque, iniciou-se uma operação conjunta de treinamento com as Forças Armadas do governo lacaio do Paraguai, sob aprovação do Congresso, que deve se estender por cerca de seis meses.

O emprego de tropas do EUA no Paraguai é fruto de um acordo bilateral assinado em 15 de dezembro passado, na capital Washington, entre o ultradireitista secretário de Estado do EUA, Marco Rubio, e o ministro das Relações Exteriores do Paraguai, o lacaio Rubén Ramírez Lezcano. Em cerimônia oficial, Rubio destacou que o acordo “abre portas para ampliar esforços conjuntos em prol da segurança e estabilidade no hemisfério”. O chanceler paraguaio, por sua vez, afirmou que está “garantindo que a soberania paraguaia será plenamente respeitada”.

O pacto, conhecido como Status of Forces Agreement (SOFA), criou um arcabouço jurídico que autoriza formalmente a presença e as atividades de militares do EUA no Paraguai. As justificativas para o desembarque de tropas seriam “treinamento conjunto, cooperação em resposta a desastres naturais, assistência humanitária, intercâmbio técnico” e, destaca-se, “ações coordenadas contra ameaças transnacionais”. Além disso, o texto da SOFA inclui, entre seus pontos principais, imunidade total para os militares estadunidenses quando em missão em território paraguaio, além de isenções fiscais e aduaneiras para equipamentos e suprimentos.

O governo do Paraguai enfatizou que o exercício em curso tem como ênfase o treinamento a “respostas de crise e contingências”, integrando o cronograma formulado pelo Pentágono, de treinamento do 7.º Grupo de Forças Especiais do EUA. Cerca de 40 militares paraguaios vinculados ao Batalhão Conjunto de Forças Especiais estão incluídos no plano de instrução, contando com a instrução de 12 militares ianques, especializados em operações internacionais.

A mais recente mobilização de tropas para o Paraguai, segue a soma de outras, como exercícios recentes com a Colômbia, e manobras militares com a Guiana. Paralelamente, os EUA  ampliaram sua presença militar regional por meio de bases e instalações já existentes, como Guantánamo (Cuba) e Soto Cano (Honduras), além do uso recorrente de aeroportos e portos em países da América Central e do Caribe.

Em dezembro, os EUA iniciaram o envio de tropas para o Equador, se estabelecendo na base militar de Manta. O envio contrariou a decisão do povo equatoriano, que havia votado “não” à possibilidade de reabertura do território para tropas militares estrangeiras, em um referendo que ocorreu no dia 16 de novembro. Duas semanas antes do referendo, a secretária de segurança nacional dos Estados Unidos, Kristi Noem, visitou a base militar de Manta.

A série de episódios mais notórios foram a escalada de ataques contra a soberania da Venzeula, ao longo dos últimos meses, culminando no sequestro do Presidente Nicolas Maduro em 3 de janeiro último. Atualmente, permanecem mobilizados as frotas da marinha de guerra dos EUA no mar do Caribe, sob mando do Comando Sul (SOUTHCOM), como continuidade da grave agressão imperialista contra a Venezuela.

Todas as operações militares em questão fazem parte da dita “Nova Estratégia”, o programa oficial vigente para as relações internacionais do EUA. O documento, divulgado no dia 5/12, emitiu as linhas gerais de sua estratégia de intervenção imperialista contra países oprimidos, admitindo o destaque especial para a América Latina. O documento afirma textualmente o objetivo do imperialismo dos EUA de “restaurar sua liderança no hemisfério ocidental”. Analistas apontam que a “Nova Estratégia” confirma a tendência do imperialismo estadunidense de aumentar sua intervenção nos países latino americanos, sob a condição de reprimir o questionamento da “autoridade” do imperialismo por organizações insurgentes e revolucionárias.  Com Informações de A Nova Democracia

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