Preocupação e riscos da segurança do país levam Lula a solicitar avaliação sobre a capacidade de defesa do Brasil

Preocupação e riscos da segurança do país levam Lula a solicitar avaliação sobre a capacidade de defesa do Brasil

O sequestro de Nicolás Maduro por forças dos Estados Unidos levou o governo Lula a revisar cenários estratégicos e solicitar uma avaliação urgente sobre a capacidade de defesa do Brasil diante de uma eventual ação militar estrangeira. O presidente manifestou preocupação com a operação em Caracas e pediu às Forças Armadas um diagnóstico detalhado sobre vulnerabilidades, especialmente no campo da defesa antiaérea. Com informações da Folha.

Em reuniões com os comandantes militares, Lula recebeu a avaliação de que o país não dispõe de equipamentos suficientes para dissuadir uma ofensiva externa de grande porte.

O diagnóstico também apontou que, diante de uma ação aérea conduzida por uma potência militar, haveria limitações significativas na capacidade de resposta brasileira. Apesar disso, integrantes do governo afirmam que o presidente não considera iminente um risco direto ao território nacional, mas quis mapear cenários possíveis.

Participaram do encontro o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, os comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, além do chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas e do assessor especial Celso Amorim. Durante a reunião, Lula solicitou análises sobre as defasagens de curto e longo prazo na defesa nacional e possíveis respostas estratégicas diante de situações semelhantes.

Como resultado das discussões, os militares apresentaram um plano de investimentos de longo prazo estimado em R$ 800 bilhões ao longo de 15 anos, com o objetivo de fortalecer a capacidade de dissuasão do país. O projeto prevê aumento significativo dos gastos anuais com defesa, superando os valores atualmente destinados ao setor no orçamento federal.

Segundo autoridades que acompanham o tema, Lula recebeu o plano com interesse e passou a analisá-lo nos dias seguintes, diante da avaliação de que a América do Sul permanece vulnerável a crises geopolíticas.

Paralelamente, o governo brasileiro também busca reduzir tensões por vias diplomáticas, mantendo diálogo com Washington. O presidente brasileiro e Trump teriam intensificado contatos e avaliam um encontro na Casa Branca em março.

Veja também

Epstein tinha ligações com Mossad e inteligência dos EUA, diz Vance

Epstein tinha ligações com Mossad e inteligência dos EUA, diz Vance

Em entrevista, vice-presidente dos EUA afirma que contatos alcançavam os mais altos níveis das agências …