C#gando no mundo: super porta-aviões dos EUA enfrenta sobrecarga de sistema de esgoto

C#gando no mundo: super porta-aviões dos EUA enfrenta sobrecarga de sistema de esgoto

O navio, cujo lema oficial é “integridade no leme”, tem apresentado falhas intestinais no sistema de drenagem a vácuo de suas tubulações de esgoto

“O USS Gerald R. Ford (CVN 78) é o mais capaz, adaptável e letal plataforma de combate no mundo, mantendo a capacidade da marinha de projetar seu poder a uma escala global através de  operações contínuas no mar”. Essa é a frase que descreve o maior porta-aviões do mundo no portal oficial da marinha estadunidense.  No entanto, o navio de propulsão nuclear de 13,5 bilhões de dólares, com uma autonomia medida em décadas, tem apresentado constipações após 8 meses de emprego contínuo: seu sistema de evacuação de esgoto está comprometido pelo uso contínuo e intenso de seus mais de 4,5 mil tripulantes em estresse contínuo.

O navio, cujo lema oficial é “integridade no leme”, tem apresentado falhas intestinais no sistema de drenagem a vácuo de suas tubulações de esgoto. A principal consequência desse problema é que sua tripulação têm enfrentado filas de até 45 minutos para poder usar o banheiro, segundo matéria do portal NPR. Prezado pelos EUA por sua “adaptabilidade, excelência tática, suporte a população embarcada e aplicação de seu talento tanto fora quanto dentro da unidade”, essa “grande obra da engenharia militar” sofre do fato de que se apenas uma válvula tem seu funcionamento comprometido, todas as válvulas da sessão são comprometidas.

O porta-aviões com um sistema de propulsão de dois reatores nucleares A1B, possui mais de 600 vasos sanitários, separados em 10 sessões. Isso quer dizer que se uma válvula tem seu funcionamento impedido, mais de 60 banheiros param de funcionar de uma só vez, causando entupimentos e vazamentos graves. Segundo relatos, os tripulantes têm trabalhado em torno desse problema em escalas de até 19 horas por dia, há mais de um mês. Ademais, dos quase 650 vasos sanitários, a minoria deles está funcionando.

Segundo apurações, cada limpeza do sistema utilizando ácidos custa em torno de 400 mil dólares. Não se trata de um problema novo ou pontual: em março do ano passado o porta-aviões registrou 205 vasos sanitários disfuncionais em apenas 4 dias. Durante o tempo em que esteve estacionado em ameaça à Venezuela, necessitou de ao menos uma operação de manutenção do esgoto por dia.

As políticas da marinha estadunidense ditam que operações com o USS Gerald Ford devem durar no máximo 220 dias em um ano. Apesar disso, já está prestes a bater todos os recordes anteriores de operação, estando ao mar a quase 250 dias. O navio saiu de Norfolk, na Virgínia em junho de 2025 e foi o centro das operações de pressão contra a Venezuela e o sequestro criminoso do presidente Nicolás Maduro, e continuou operando no cerco que impedia a entrada e saída de petróleo do país latino americano.

No dia 20 de fevereiro, o USS Gerald Ford e sua flotilha entraram no estreito de Gibraltar, em função da mais recente operação contra o Irã. No dia 23 de fevereiro, o porta-aviões chegou na base naval de Souda Bay, em Creta, na Grécia, para uma evacuação de emergência.

No Irã, para uma nova campanha de agressão militar no Oriente Médio Ampliado, não seria demais suspeitar que a crise no sistema de esgoto seja mesmo por desarranjo intestinal severo da tropa. O medo, ansiedade e estresse causam tais reações fisiológicas – e não faltam motivos para temer a região. Lá ocorreram fragorosas derrotas que o imperialismo acumula, como na Palestina atualmente, e no Afeganistão depois de mais de 20 anos. Com informações do A Nova Democracia

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