Maioria é do PL. Fórum confirmou que há ainda parlamentares do PP, Republicanos, PSD, Novo, União Brasil e PSDB. Nenhum nome do PT ou de partidos governistas foi encontrado. Veja a lista
Altineu Côrtes (PL-RJ) – Deputado federal
Arthur Lira (PP-AL) – Deputado federal (ex-pres. da Câmara)
Bilac Pinto (União Brasil-MG) – Ex-deputado federal
Diego Coronel (PSD-BA) – Deputado federal
Doutor Luizinho (PP-RJ) – Deputado federal
Fábio Mitidieri (PSD-SE) – Ex-deputado federal
Fausto Pinato (PP-SP) – Deputado federal
Flávia Arruda (PL-DF) – Ex-deputada federal
Hugo Motta (Republicanos-PB) – Deputado federal (atual pres. da Câmara)
João Carlos Bacelar (PL-BA) – Deputado federal
Lucas Gonzalez (Novo-MG) – Ex-deputado federal
Marcelo Álvaro Antônio (PL-MG) – Deputado federal
Márcio Marinho (Republicanos-BA) – Deputado federal
Nikolas Ferreira (PL-MG) – Deputado federal
Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG) – Deputado federal
Rodrigo Maia (PSD-RJ) – Ex-deputado federal (ex-pres. da Câmara)
Vinicius Poit (Novo-SP) – Ex-deputado federal
O moralista Nikolas, do jatinho de campanha, está lá
O nome de Nikolas Ferreira (PL-MG) salta aos olhos na lista do celular de Vorcaro não apenas pela sua postura de paladino da moralidade nas redes, mas pela reincidência. A presença do deputado mineiro na agenda ocorre apenas 24 horas após vir a público que Nikolas utilizou o jatinho privado do banqueiro durante a campanha de 2022.
Enquanto discursava para as bases bolsonaristas, o parlamentar cruzava o céu em uma aeronave cedida pelo bilionário agora preso por planejar atentados a jornalistas. O uso do jatinho em agendas vinculadas à reeleição de Jair Bolsonaro (PL) já havia inserido o banqueiro no radar político-eleitoral, mas a lista do iPhone 17 mostra que a conexão era direta e catalogada.
A tentativa frustrada de “terceirizar” o escândalo
Desde que as irregularidades envolvendo o Banco Master e Vorcaro começaram a emergir, parlamentares bolsonaristas tentaram criar uma cortina de fumaça, buscando empurrar o escândalo para o colo do governo Lula (PT). No entanto, os fatos são teimosos.
As investigações mostram que o trânsito de Vorcaro era exclusivamente dentro do campo da direita e extrema-direita. O fato de o aparelho “comercial” concentrar figuras como o atual presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e seu antecessor, Arthur Lira (PP-AL), reforça que o banqueiro mantinha uma rede de interlocução institucional de altíssimo nível, mas estritamente restrita a um espectro político.
A ausência de qualquer nome de esquerda ou centro-esquerda na lista desmonta a narrativa de “escândalo generalizado” e isola o caso como um imbróglio que nasce e se cria dentro dos gabinetes mais próximos ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
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