O Escritório de Representação Comercial dos Estados Unidos (USTR), no Brasil divulgou um relatório no qual lista o que considera barreiras impostas pelo Brasil ao comércio internacional. O documento com 8 páginas dedicadas ao Brasil reforça pontos já levantados em investigações conduzidas no âmbito da chamada Seção 301, que pode resultar na aplicação de tarifas contra produtos brasileiros nos próximos meses. Entre as alegações, o USTR destaca que o Banco Central “criou, detém, opera e regula o Pix, uma plataforma de pagamentos instantâneos”, e registra que empresas americanas teriam manifestado preocupações sobre um possível tratamento preferencial ao sistema.
Além do Pix, o documento também cita outras questões recorrentes nas relações comerciais entre os dois países, como dificuldades no registro de patentes, disputas em propriedade intelectual, tarifas sobre o etanol, restrições sanitárias à carne suína dos EUA e políticas de incentivo à produção audiovisual nacional.
Isso significa que o governo Trump quer liberdade e agilidade do governo brasileiro para registrar suas patentes em território brasileiro; exige tarifas sobre nosso etanol e importação de carne suína dos EUA, o que acabaria com a produção local. O governo Trump também quer o fim das políticas de incentivo ao cinema brasileiro que vem ganhando espaço no cenário internacional, para que as produções estadunidenses dominem o mercado brasileiro. Além disso, o governo dos EUA também não quer que o Brasil regule as redes sociais, o que significa abertura para publicações de ódio, pedofilia e desafios que levam crianças ao suicídio. Trump também quer o fim das medidas tributárias sobre produtos dos EUA. Em suma, tudo o que dificulta a apropriação do mercado brasileiro pelos EUA, entre eles o PIX: “o Banco Central do Brasil criou, detém, opera e regula o Pix, uma plataforma de pagamentos instantâneos, e empresas americanas teriam manifestado preocupações sobre um possível tratamento preferencial ao sistema”, entenda-se como preferência da população brasileira por este tipo de pagamento sem ônus extra em detrimento das empresas de cartões de crédito dos EUA.
Flávio Bolsonaro cuja sabujice em relação ao governo Trump é conhecida e ostentada, não se manifestou sobre as exigências dos Estados Unidos.
O deputado Lindbergh que diz que o “patriotismo” do Flávio Bolsonaro acaba onde começam as ordens do Trump.
Em uma publicação nas redes sociais, Lindbergh afirmou: “A Casa Branca atacando o nosso Pix e a nossa soberania e ele em silêncio absoluto. Prefere bater palma para americano do que defender o que facilita a vida de milhões de brasileiros. É a prova de que ele não está nem aí para o Brasil e para o brasileiro, só para o projeto de poder dos amigos lá de fora e para os interesses da família Bolsonaro. Flávio vai acabar com o Pix. O Pix é do Brasil”.
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