Sozinho na fogueira que ele mesmo criou, países da OTAN rejeitam plano de Trump para bloquear Estreito de Ormuz

Sozinho na fogueira que ele mesmo criou, países da OTAN rejeitam plano de Trump para bloquear Estreito de Ormuz

Trump foi o responsável pelo fechamento do Estreito de Ormuz e agora quer abrir na marra

Aliados dos EUA da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) anunciaram nesta segunda-feira (13) que não participarão do plano do presidente Donald Trump de impor um bloqueio ao Estreito de Ormuz. A proposta estadunidense prevê a interrupção do tráfego marítimo na região, após o fracasso de negociações no fim de semana para encerrar o conflito com o Irã. As informações são da agência Reuters.

Segundo autoridades militares, a medida se aplicaria a embarcações com destino ou origem em portos iranianos. Apesar disso, países como Reino Unido e França afirmaram que não irão se envolver na iniciativa.

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, declarou: “Não estamos apoiando o bloqueio”. Starmer também indicou que a decisão busca evitar envolvimento direto no conflito. “Não vamos ser arrastados para a guerra”, disse.

Pressões e divergências

A recusa amplia tensões dentro da aliança militar. O governo estadunidense tem pressionado aliados a apoiar sua estratégia, ao mesmo tempo em que avalia reduzir sua presença militar na Europa.

O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, indicou que o governo dos Estados Unidos busca compromissos concretos dos membros da aliança para garantir a segurança da rota marítima.

Soluções alternativas

Países europeus defendem a retomada da navegação por meios diplomáticos. O Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial, foi afetado pelas tensões com o Irã desde o início do conflito iniciado pelas agressões dos EUA e Israel ao país persa.

O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou que pretende organizar uma conferência com outros países para discutir a criação de uma missão multinacional voltada à restauração da navegação. “Missão estritamente defensiva”, afirmou. Segundo o mandatário francês, a iniciativa será independente das partes envolvidas no conflito e deverá ser implementada quando houver condições de segurança.

Autoridades europeias também discutem medidas para reduzir custos de seguro de embarcações na região após o fim das hostilidades. Já o ministro das Relações Exteriores da Turquia, Hakan Fidan, declarou que a reabertura do estreito deve ocorrer por meio da diplomacia.

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