Entreguistas: na foto, bolsonarista vestido de Tio Sam (símbolo dos EUA), segura uma bandeira do Brasil com os dizeres “Viva a América”, que é com os estadunidenses se referem aos Estados Unidos, como se todos os outros americanos das três Américas- do Norte, Central e do Sul, não fossem também americanos
Um ato convocado por grupos bolsonaristas reuniu cerca de 47 pessoas na avenida Paulista, em São Paulo, nesta quinta-feira (1º), feriado do Dia do Trabalho. A manifestação, organizada pelo Patriotas do QG, começou às 11h e tinha previsão de encerramento às 17h. A adesão reduzida marcou o evento ao longo da manhã.
Às 12h20, havia 47 participantes no local, segundo informações do UOL. O grupo exibiu bandeiras do Brasil, camisetas com referências a Jair Bolsonaro e cartazes com a frase “Supremo é o povo”. O encontro foi autorizado após solicitação feita em 2024.
A “manifestação” foi dividida em duas etapas, com atividades pela manhã, pausa para almoço e retomada no período da tarde. Entre as ações previstas estava a exibição de uma retrospectiva sobre Bolsonaro em um telão montado no local.
Entre as pautas golpistas defendidas estavam o apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência e a anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. Durante os discursos, uma participante afirmou: “Isso é grave, [condenados pela tentativa de golpe] foram confundidos com terroristas. São presos políticos injustamente”.
Em outro momento, um bolsonarista declarou: “Eles [da esquerda] que não trabalham. Dia do trabalhador é da direita. Somos nós que carregamos o Brasil nas costas”. As falas foram feitas em carro de som e acompanhadas por um pequeno grupo de pessoas.
O ato obviamente também tinha que ter elementos fascistas estadunidenses, como um homem vestido de Tio Sam com bandeira com os dizeres “Viva a América” e uma mulher caracterizada como a Justiça, com os olhos vendados e segurando a Constituição. Discursos incluíram referências religiosas e temas como aborto e política.
Houve ainda menções à indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal, rejeitada pelo Senado, citada em falas durante a manifestação.
Uma mulher que passava pelo local gritou “sem anistia” e foi insultada por participantes de “vagabunda igual a Janja”. Érica Borges, de 19 anos, relatou ter sido hostilizada ao se aproximar do grupo. O ato seguiu com baixa adesão ao longo do dia, sem aumento de público.
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