José Carlos Moreira de Oliveira, de 68 anos, descobriu que constava como morto para o governo durante uma ida a uma farmácia popular em Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Ao informar seu CPF e apresentar o cartão do SUS, foi informado de que o sistema indicava seu falecimento. O aposentado acionou a Justiça para comprovar que estava vivo e anular a certidão de óbito, com acompanhamento da Defensoria Pública de Minas Gerais. Com informações do G1.
O problema começou em novembro de 2021, quando registros de Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul, indicaram seu falecimento. José suspeita que a perda de sua carteira de identidade em 2006 tenha permitido o uso indevido do documento por outra pessoa. Em janeiro de 2025, todos os seus benefícios previdenciários foram bloqueados, deixando-o quatro meses sem receber aposentadoria até que a Defensoria Pública ajuizou ação judicial para regularizar a situação.
Após perícia e laudo papiloscópico confirmarem sua identidade, a Justiça julgou procedente a ação e anulou a certidão de óbito. A decisão determinou a comunicação a órgãos como Receita Federal, INSS e Polícia Civil para atualizar cadastros, reestabelecer benefícios e investigar possível uso indevido dos documentos. José recuperou sua aposentadoria e seus direitos, encerrando um caso considerado raro pela defensora Romana Costa Luiz de Almeida.
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