O pré-candidato à Presidência da República pelo PL, senador Flávio Bolsonaro (RJ), afirmou em nota veiculada nesta terça-feira (19) que a discussão sobre o fim da escala 6×1 é legítima, porém “inoportuna e eleitoreira”, e defendeu a remuneração por horas trabalhadas com manutenção de direitos trabalhistas, o que já existe e é conhecido por horas extras.
“A remuneração por hora trabalhada traz liberdade, aumento da renda e proteção. Quem quer trabalhar mais ganha mais. Quem precisa de menos horas tem essa liberdade”, diz o texto distribuído pela equipe do senador carioca. Segundo Flávio, a proposta manteria FGTS, INSS, férias e décimo terceiro, beneficiando principalmente mães solteiras.
“A mãe brasileira não deveria ter que escolher entre trabalhar e cuidar do filho. Com piso por hora e jornada flexível, ela faz os dois. Sem precisar abrir mão de nada”, diz a nota.
Em coletiva de imprensa também nesta terça, o presidenciável afirmou que o fim da escala 6×1 “tenta vender uma solução fácil” para a população, mas vai gerar desemprego e aumento de custos. “Com esse projeto de lei apresentado pelo governo em ano eleitoral, [tem] uma grande carga de hipocrisia e interesse nas eleições”, diz o senador que nunca trabalhou de carteira assinada e escala 6 x 1 como os cidadãos comuns. É um político profissional e todo o “trabalho” que conhece é este, cheio de privilégios e benefícios como cota aluguel, combustível e despesas pagas pelos trabalhadores, auxílio paletó e até passagens aéreas pagas pelos contribuintes.
Flávio Bolsonaro começou sua trajetória como deputado estadual do Rio de Janeiro aos 21 anos, em 2002 e se formou em 2003, já exercendo o seu primeiro mandato como deputado na Assembleia Legislativa do RJ.
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