Sem dinheiro público? Produtora de Dark Horse recebeu emendas de Frias e 100 milhões da prefeitura de SP

Sem dinheiro público? Produtora de Dark Horse recebeu emendas de Frias e 100 milhões da prefeitura de SP

Mario Frias disse que filme não recebeu um centavo de dinheiro público; obra está no centro do pagamento milionário de Vorcaro negociado por Flávio Bolsonaro

O deputado bolsonarista Mario Frias (PL-SP), roteirista do filme The Dark Horse sobre a cinebiografia sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro, destinou cerca de R$ 2 milhões em emendas parlamentares a uma organização não governamental ligada à produtora responsável pelo longa, segundo uma reportagem do Estadão em dezembro de 2025. Os repasses foram feitos em 2024 ao Instituto Conhecer Brasil (ICB), presidido por Karina Ferreira da Gama, que também é dona da Go Up Entertainment, produtora do filme. 

O caso voltou a ter destaque na mídia após a divulgação de áudios e mensagens escandalosas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pelo jornal, revelações de que ele teria negociado repasses milionários com o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, preso em meio às investigações da Operação Compliance Zero.

As medidas foram anunciadas nesta quarta-feira (13) após reportagem mostrar Flávio cobrando recursos para a produção de “Dark Horse”. O valor negociado teria chegado a US$ 24 milhões, cerca de R$ 134 milhões, dos quais R$ 61 milhões já teriam sido pagos entre fevereiro e maio de 2025.

No áudio divulgado, Flávio Bolsonaro chama Vorcaro de “irmão”, relata dificuldades financeiras e cobra uma posição urgente do banqueiro diante de atrasos em pagamentos ligados à produção cinematográfica. O documento protocolado junto à PF e à PGR afirma que a conversa demonstra uma “relação de confiança, dependência financeira e vínculo pessoal materialmente relevante”.

Após o caso, Frias disse que o filme não tinha investimento público e que não financiou a produção.

 

No entanto, a empresa responsável pelo filme e entidades associadas à produtora também mantinham contratos com o poder público. Outra investigação do portal The Intercept Brasil, mostrou que o Instituto Conhecer Brasil firmou um contrato de aproximadamente R$ 108 milhões com a Prefeitura de São Paulo para implantação de pontos de Wi-Fi na cidade. São provas de que, embora o filme possa ter recebido recursos de um banco privado, na verdade, recebeu quantias equiparáveis de dinheiro advindo do dinheiro público.

Contrato com a gestão Nunes

O acordo, firmado com a gestão do prefeito Ricardo Nunes, previa a instalação de milhares de pontos de internet em áreas públicas da capital paulista. Segundo as investigações, parte dos recursos teria sido executada antes da entrega integral dos serviços, com diferenças entre valores pagos e a quantidade de pontos efetivamente instalados. Na época, a Prefeitura disse que o processo seguiu critérios legais e negou irregularidades.

A investigação também apontou à época que Karina Ferreira da Gama atuou por meio de diferentes pessoas jurídicas, incluindo o Instituto Conhecer Brasil e outras organizações culturais e educacionais.

As entidades teriam recebido recursos públicos via emendas parlamentares e convênios com diferentes esferas de governo, além de firmar contratos com empresas subcontratadas para execução dos serviços. Segundo os documentos, há sobreposição entre atividades culturais, projetos sociais e a produção audiovisual do filme The Dark Horse, apresentado como uma “superprodução internacional”.

Diante do impacto da notícia, o diretor Kleber Mendonça Filho reagiu publicamente ao escândalo envolvendo o senador e o banqueiro após a revelação de que o parlamentar teria buscado um aporte milionário para financiar  o filme. Em postagem nas redes sociais, o diretor de “O Agente Secreto” e “Bacurau” ironizou os valores atribuídos ao projeto bolsonarista e defendeu o cinema produzido “com honestidade” no Brasil.

“Um grande dia para o Cinema Brasileiro feito na Realidade do Trabalho árduo. Bacurau e seu orçamento de 7,5 milhões R$ também tem sido citado. A lista de filmes lembrada pela imprensa deve incluir mais títulos para definir ainda mais o que significa um orçamento de cinema feito com honestidade no Brasil, país que tem na sua Constituição o apoio à expressão artística”, escreveu o cineasta ao comentar uma reportagem da GloboNews.

A postagem do diretor se deu com base em uma reportagem da GloboNews, que destacou que o investimento tratado entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro superaria os orçamentos de produções brasileiras recentes de grande repercussão internacional, como “Ainda Estou Aqui”, de Walter Salles, e “O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho.

Confira:

Orçamento bilionário para padrão brasileiro

O valor colocaria o projeto em um patamar completamente fora da curva para os padrões do cinema nacional, ainda que a produção seja formalmente apresentada como norte-americana. A comparação com filmes brasileiros recentes evidencia o tamanho da cifra.

“Ainda Estou Aqui”, vencedor do Oscar de Melhor Filme Internacional em 2025, teria custado cerca de R$ 45 milhões. Já “O Agente Secreto”, dirigido por Kleber Mendonça Filho, teve orçamento estimado em R$ 28 milhões. Caso o valor de R$ 134 milhões seja confirmado, “Dark Horse” teria custado quase cinco vezes mais que “O Agente Secreto” e aproximadamente três vezes mais que “Ainda Estou Aqui”.

Até mesmo o montante que já teria sido efetivamente repassado segue chamando atenção. O publicitário Thiago Miranda afirmou à jornalista Malu Gaspar que Vorcaro teria colocado R$ 62 milhões no projeto antes de interromper os aportes em meio à crise envolvendo o Banco Master.

Sozinho, esse valor já ultrapassaria o orçamento total de produções brasileiras celebradas internacionalmente. Outro parâmetro é “Corrida dos Bichos”, projeto de Fernando Meirelles considerado uma das maiores produções nacionais desde a retomada do cinema brasileiro, com orçamento estimado em cerca de R$ 25 milhões.

LEIA AQUI: A reação de Kleber Mendonça, cujo filme custou 5 vezes menos que o de Bolsonaro, ao escândalo de Flávio com Vorcaro

Tribunal de Contas aponta irregularidades no edital

As filmagens do longa ocorreram em São Paulo com uma equipe internacional. Segundo relatos de trabalhadores do setor, a produção teria ainda enfrentado críticas relacionadas ao cumprimento de regras trabalhistas e de contratação no Brasil.

O instituto não tinha experiência prévia nem na oferta desse tipo de tecnologia nem em telecomunicações. Ainda assim, foi o único concorrente de um edital que, segundo o TCM do município, apresentava ao menos 20 irregularidades. O órgão questionou, por exemplo, a opção por contratar uma ONG para prestar o serviço com critérios genéricos e recomendou a suspensão do processo.

Apesar disso, a gestão Ricardo Nunes decidiu pela contratação. A prefeitura afirma que “foi realizado chamamento público transparente e sem contestações” e que “a organização cumpriu todas as exigências previstas no edital”.

Karina Ferreira da Gama assinou, em junho de 2024, um Termo de Colaboração com a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia (SMIT) para instalar 5 mil pontos de Wi-Fi e manter o fornecimento de internet em cada um deles por 12 meses. A implantação pelo ICB custava R$ 1.800 por ponto, enquanto antes a prefeitura pagava R$ 230.

O valor total, de R$ 108 milhões, foi calculado com base na multiplicação do número de pontos pelo custo mensal de manutenção, de R$ 1.800. Além da ausência de experiência e das falhas apontadas no edital, chama atenção o preço elevado: pelo serviço, a gestão Ricardo Nunes pagou ao menos o dobro do valor praticado pelo próprio município.

No fim de 2023, por exemplo, a Secretaria de Educação contratou a Prodam, empresa municipal, para executar serviço semelhante: instalar Wi-Fi em unidades educacionais. Para 10.910 pontos, mais que o dobro do contrato do ICB, com 36 meses de manutenção, o custo foi de R$ 125 milhões.

No caso do ICB, a implantação era de R$ 1.800 por ponto, enquanto na Prodam o valor era de R$ 230. Já a manutenção e disponibilização do ponto de acesso custavam R$ 1.800 por ponto no contrato do instituto e R$ 306 no da Prodam. Segundo a prefeitura, a contratação da ONG ocorreu porque a “Prodam não pode atuar em ambientes privados” e porque “organizações sociais têm maior expertise em atuação direta às comunidades”.

Pelo plano de trabalho firmado com a prefeitura, o segundo semestre de 2024 seria dedicado à “fase de estruturação”, e a instalação efetiva dos roteadores começaria em janeiro de 2025. O cronograma, porém, foi alterado logo depois. Segundo o ICB, a pedido da gestão Ricardo Nunes.

A prefeitura solicitou a antecipação da instalação dos pontos, o que permitiu que mais de mil localidades recebessem Wi-Fi gratuito durante o período eleitoral de 2024, quando Nunes disputava a reeleição. A administração municipal afirma que a mudança teve “o objetivo de acelerar o atendimento em regiões que apresentavam demanda social urgente por conectividade”.

No segundo turno, no fim de outubro, 1.605 pontos já estavam ativos. Após a reeleição de Nunes, o ritmo das instalações desacelerou, chegando a 3,2 mil pontos em junho de 2025. O relatório mostra a aceleração na instalação dos pontos durante o período eleitoral de 2024. Em contrapartida à antecipação durante a campanha, a gestão Nunes também antecipou o pagamento pelo fornecimento de internet, tomando como referência os 3,2 mil pontos e fixando junho de 2024 como data-base.

Só em julho e agosto de 2024, o ICB recebeu mais de R$ 11 milhões pelo fornecimento de internet a 3,2 mil pontos de Wi-Fi, embora apenas seis deles estivessem funcionando. Nos mesmos meses, o instituto emitiu ainda duas notas fiscais, que somaram R$ 1,271 milhão, nas quais aparece simultaneamente como tomador e pagador do serviço.

Com base no balanço apresentado pelo ICB — que ainda não prestou contas do serviço realizado neste ano —, a prefeitura deveria ter pago R$ 43 milhões pelos meses em que houve fornecimento de internet. No entanto, pagou R$ 69 milhões, uma diferença de R$ 26 milhões.

Ao Intercept, o ICB afirmou que não recebeu qualquer valor “a mais” por serviços não prestados, que a redução do número de pontos de 5 mil para 3,2 mil ocorreu por “decisão exclusiva do ente público” e que cumpriu “rigorosamente o escopo revisado e determinado”. O instituto confirmou ainda que os 1.800 pontos restantes não foram implementados e que o plano de trabalho foi “direcionado para a manutenção, otimização e garantia da qualidade e funcionalidade” dos pontos já instalados.

Em junho de 2025, o ICB pediu novos repasses para garantir a manutenção dos 3.200 pontos. O contrato foi prorrogado por mais seis meses, até o fim do ano, e a SMIT acabou aceitando pagar mais R$ 24 milhões à vista, em julho, para que o serviço fosse prestado até dezembro. A Junta Orçamentário-Financeira da prefeitura fez ressalvas e vem liberando o dinheiro a cada dois meses.

Em troca, ficou acertado que novos pontos serão instalados em 2026 e que, para eles, a “manutenção” só passará a contar depois da ativação.

Para executar o serviço, o ICB subcontratou diversas empresas. Os maiores contratos, com sete companhias diferentes, somam R$ 98 milhões. O maior deles, de R$ 36 milhões, foi assinado com a Make One e se refere à locação de equipamentos. Na prestação de contas, consta que R$ 18 milhões foram efetivamente pagos apenas em 2024.

O segundo maior contrato, de R$ 30 milhões, foi firmado com a UltraIP, pequeno provedor de internet sediado em Guaianazes, na zona leste de São Paulo, para a instalação dos 5 mil pontos de internet em toda a cidade. Segundo a prestação de contas, pelo menos metade do valor já foi repassada a William Silva Ferreira, dono da empresa, para “implantação e manutenção da infraestrutura, bem como manutenção do link de internet ativo”.

Karina Ferreira da Gama também assinou outro contrato, de R$ 12 milhões, com a Favela Conectada, sediada em uma casa residencial, para instalar pontos de Wi-Fi nas zonas oeste e sul da capital. Em relatório, a empresa informou que o serviço incluiu “instalações complementares e expansão de rede”, “monitoramento” e “manutenção”.

O Instituto Conhecer Brasil ainda subcontratou duas empresas de tecnologia, Complexys e Fast Future. O primeiro contrato, de R$ 8,6 milhões, foi assinado pelo diretor da Complexys, André Feldman. O segundo, de pouco mais de R$ 3 milhões, foi assinado por Débora Feldman, companheira de André, que aparece como diretora da Fast Future, embora nas redes sociais se apresente como terapeuta holística.

Ao todo, os contratos assinados pelo casal e por Karina somaram quase R$ 12 milhões. Em uma nota fiscal de R$ 940 mil da Fast Future, os serviços aparecem descritos como “gestão técnica da operação”, incluindo “verificação” e “análise” dos equipamentos. A nota fiscal da Complexys traz descrição idêntica.

Em relatório, o ICB anexou fotos dos roteadores instalados em áreas periféricas da cidade para comprovar o andamento do projeto. No Reclame Aqui, porém, um morador afirma que cedeu sua casa para a instalação de um ponto, mas a internet não funciona. “Realizaram a instalação do aparelho (para a comunidade) em minha residência, e simplesmente sumiram. Já tentei contato através do WhatsApp e telefone e não tenho nenhum retorno da empresa”, relatou. Segundo o ICB, “apenas 10 pontos encontram-se em processo de reparo”.

Antes desse megaprojeto com a Prefeitura de São Paulo, o Instituto Conhecer Brasil nunca havia atuado no setor de telecomunicações. Fundada em 1990, a ONG organizava feiras e eventos educacionais e religiosos financiados por emendas parlamentares.

Em 2018, por exemplo, o instituto, então sediado na Vila Brasilândia, zona norte da capital, realizou o encontro literário IDE, um evento milionário com autores gospel financiado por emendas de ex-vereadores como Milton Leite, do União Brasil, da cantora gospel Noemi Nonato e do bispo da Universal Atílio Francisco, do Republicanos. Quem assinou o contrato foi Karina Ferreira da Gama, já dirigente da entidade.

Em 2025, o ICB recebeu mais duas emendas de R$ 1 milhão cada, de um mesmo autor: Mário Frias. O deputado, aliado de primeira hora e ex-ministro de Jair Bolsonaro, destinou os recursos para dois projetos distintos, um de incentivo ao esporte e outro de letramento digital. Não há informações sobre essas iniciativas no site do instituto.

O Instituto Conhecer Brasil afirma que os projetos financiados pelas emendas de Frias “não têm relação” com o projeto Wi-Fi Livre SP e “são executados de forma independente”. A entidade diz que ambos estão em “plena execução” e que a divulgação pública será feita no momento previsto nos cronogramas oficiais.

O ICB também sustenta que “não financia projetos ou atividades de outras organizações”. “Cada recurso recebido possui destinação específica, com aplicação vinculada exclusivamente ao objeto aprovado”, informou o instituto em nota. “Todas as nossas ações seguem rigorosamente os termos contratuais, a legislação vigente e as diretrizes dos órgãos de controle.”

LEIA TAMBÉM: Mário Frias contraria Flávio Bolsonaro e diz que não recebeu um centavo de Vorcaro

Eduardo Bolsonaro e aliados doam quase R$ 1 milhão para filme de ex-assessor de Mário Frias

Não é a primeira vez que a extrema direita financia filmes com recursos públicos.

Os deputados Eduardo Bolsonaro (PL-SP)Mário Frias (PL-SP) e Marcos Pollon (PL-MS) destinaram R$ 860 mil  em emendas parlamentares para financiar a produção de um documentário realizado por ex-membros da Secretaria Especial de Cultura do governo Jair Bolsonaro (PL).

As informações constam no Portal da Transparência. Os recursos, provenientes das emendas parlamentares, foram direcionados a uma produtora que tem apenas um vídeo publicado no YouTube. Os três parlamentares direcionaram R$ 500 milR$ 180 mil e R$ 100 mil, respectivamente, para o documentário “Genocidas”.

A verba foi repassada pelo Ministério da Cultura. De acordo com o Portal, os pagamentos foram feitos nos dias 7 e 11 de fevereiro. A associação Passos da Liberdade recebeu os repasses das emendas, apesar de seu CNPJ ter sido registrado em 2008. Seu canal no YouTube foi criado no ano passado e apresenta apenas um vídeo: um documentário sobre a Operação Acolhida, que tem pouco mais de 30 visualizações.

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Gastos de Eduardo Bolsonaro com emenda parlamentar para a associação. Foto: Reprodução / Portal da Transparência

Sem fornecer detalhes, a associação diz que promove “conexões globais” e mantém “parcerias” com órgãos internacionais“Diretamente envolvida em iniciativas culturais e documentais que destacam histórias de resiliência e transformação social. Exemplos incluem séries documentais, filmes institucionais e campanhas de impacto social”, diz sem informar quais são.

O domínio do site foi registrado em dezembro de 2024, pouco antes da liberação dos recursos. A Passos da Liberdade, localizada em Porto Alegre (RS), é comandada por Rodrigo Cassol Lima, ex-número 2 da Secretaria Nacional de Desenvolvimento Cultural no governo Bolsonaro, órgão que estava subordinado à Secretaria Especial de Cultura, liderada por Mário Frias.

Um dos mais críticos da Lei Rouanet, são os mesmos que destinam recursos públicos a filmes produzidos por aliados políticos. Esses deputados condenam as políticas de incentivo à cultura e dizem que “carecem” de transparência e “favorecem” projetos com viés esquerdista. Além disso, eles atacaram a Lei Paulo Gustavo, criada para apoiar a cultura durante a pandemia.

Durante o governo Bolsonaro, o Ministério da Cultura foi extinto e substituído por uma secretaria vinculada ao Ministério do Turismo. Mário Frias, ex-ministro, defendeu o uso dos recursos da Lei Rouanet para financiar movimentos armamentistas e afirmou que a lei havia se transformado em uma “moeda de troca” por apoio político.

Tanto Eduardo Bolsonaro quanto Mário Frias têm criticado o filme “Ainda Estou Aqui” e rotulado de “filme comunista”. A verdade é que o Brasil viveu sob um regime militar entre 1964 e 1985, um período que foi marcado pela supressão das liberdades democráticas. Durante esse tempo, deputados que se opunham ao regime tiveram seus mandatos cassados, e as eleições diretas para cargos como governadores, presidentes e senadores foram suspensas.

Como mostrou uma matéria da Fórum, bolsonaristas perderam o argumento com a conquista do Oscar e tentaram propagar desinformação em uma tentativa de reforçar a própria bolha de mentiras e retomar a polarização.

Ao UOL, Mário Frias afirmou que não se pronunciará sobre o financiamento do filme. Rodrigo também contatado pelo UOL afirmou que os recursos das emendas serão direcionados à produção do filme, destacando que a Passos da Liberdade é uma entidade beneficente. Contudo, em seguida, informou que se manifestaria apenas por escrito. As perguntas foram enviadas à associação via e-mail pelo UOL, mas o veículo diz que não houve retorno. A assessoria de Eduardo Bolsonaro foi procurada pela imprensa, mas não houve retorno também. Já a assessoria de Marcos Pollon disse não ter conseguido localizar o deputado. As informações são da Fórum

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