O fascismo e o ódio têm suas bases na região sul

O fascismo e o ódio têm suas bases na região sul

Alguém sabe o que aconteceu com as investigações sobre os atentados contra as torres de alta tensão e sobre os bloqueios de estradas depois da eleição de Lula? É isso mesmo. Nada.

É o que pode acontecer com os alarmes falsos sobre a ameaça de evento climático extremo em São Paulo. Hackers acionaram o alarme da Defesa Civil do Estado, na madrugada de sábado, para espalhar o terror pelos celulares.

Em novembro de 2022, já com Lula eleito, caminhoneiros autônomos e motoristas de empresas transportadoras bloquearam rodovias em todo o Brasil. Não há condenados. Nem entre os avulsos que trabalham por conta, nem entre os empresários fascistas.

Em janeiro de 2023, também como tentativa de evitar a posse de Lula, e depois da invasão de Brasília pelos manés, mais de 20 torres de energia elétrica foram atacadas, com pelo menos quatro completamente destruídas. Ninguém foi condenado.

O Paraná foi um dos Estados mais atingidos pelos ataques à rede de alta tensão. E teriam começado também no Paraná os primeiros alertas falsos acionados agora pelos hackers que entraram no sistema da Defesa Civil de São Paulo.

Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná tiveram os principais focos de bloqueio de estradas depois da eleição. Quase tudo que envolve a extrema direita acontece primeiro ou com mais força na região sul.

Aqui no sul o fascismo tem estrutura econômica e política e quadros dedicados à bandidagem. As vozes mais fortes do fascismo, inclusive com mandatos no Congresso, são da região sul. Seus crime analógicos estão impunes, quase todos.

Por Moisés Mendes

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