É extrema direita, estúpido: embaixada do Brasil nos EUA sofre ameaças após manifestação de Eduardo Bolsonaro

É extrema direita, estúpido: embaixada do Brasil nos EUA sofre ameaças após manifestação de Eduardo Bolsonaro

Eduardo Bolsonaro (PL-SP), reagiu contra a negativa da Embaixada do Brasil em Washington em ceder espaço para uma coletiva do pré-candidato a presidente da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Eduardo usou as redes sociais para reclamar e disse que o Itamaraty não conseguiria sabotar o governo Bolsonaro 2.0 e ameaçou a diplomacia brasileira com “reformas profundas”, caso o irmão dele viesse a ser eleito.

Paulo Figueiredo, neto do último ditador do Brasil e uma espécie de irmão siamês de Eduardo Bolsonaro, também usou as redes para ameaçar os diplomatas com “a maior transformação desde a fundação do órgão”, caso a extrema direita retorne ao poder em 2027, o que soou como ameaça explícita aos diplomatas.

Negativa apenas cumpriu o protocolo

A solicitação para a utilização da embaixada chegou na noite de segunda-feira, sem apresentar elementos que comprovassem uma missão oficial em nome do Estado brasileiro. O que levou o Ministério das Relações Exteriores a orientar que aguardassem um comunicado formal do Senado, que é o procedimento padrão para parlamentares utilizarem as instalações ou recebam apoio institucional das representações diplomáticas. Como a comunicação oficial não foi enviada, a embaixada negou o pedido. Procedimento rotineiro que também foi adotado durante  a visita de uma delegação de parlamentares brasileiros a Washington após as medidas tarifárias adotadas pelo governo Trump.

Interessante observar que os irmãos Bolsonaro e seu valete Paulo Figueiredo desconhecem regras e protocolos políticos, mesmo com a vivência política que têm: os irmãos Bolsonaro tiveram o pai, Jair Bolsonaro, presidindo o Brasil durante quatro anos. O senador Flávio Bolsonaro tem mandatos parlamentares há cerca de 16 anos. Paulo Figueiredo é neto de João Figueiredo, que também presidiu o Brasil, e se arvora comentarista político e nenhum deles conhece as regras de funcionamento das embaixadas.

Ameaças

Após as manifestações de Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo, a Embaixada do Brasil em Washington passou a receber mensagens ameaçadoras através do correio eletrônico. Algumas delas, típicas da extrema direita fundamentalista afirmavam que “a fúria do nosso Senhor cairá sobre a embaixada”

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