Cara-de-pau: Marçal ignora inelegibilidade e pede Pix a apoiadores

Cara-de-pau: Marçal ignora inelegibilidade e pede Pix a apoiadores

O ex-coach Pablo Marçal pediu doações por Pix a apoiadores durante o podcast “Iron Talks”, mesmo inelegível por oito anos e sob medidas impostas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A solicitação ocorreu na terça (19), um dia antes de o tribunal restringir seu acesso a recursos de campanha.

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Marçal afirmou que não pretende usar dinheiro público nem recursos próprios em uma eventual disputa presidencial. “Eu não vou usar dinheiro público. Não vou usar meu dinheiro e explico: a pessoa que usa o seu dinheiro ela quer de volta. Agora, se você pode doar com alguma coisa, qualquer quantidade, só para mostrar que você tá junto”, disse.

O empresário também orientou apoiadores sem condição financeira a ajudarem por meio do engajamento nas redes sociais. Ele afirmou que quem estiver “passando fome no governo Lula” não precisa fazer doação.

Na quarta-feira (20), o plenário do TSE aprovou por unanimidade uma medida cautelar que proíbe Marçal de usar recursos dos fundos eleitoral e partidário. A decisão atende a um pedido do Ministério Público Eleitoral.

TSE também barra Marçal de debates e propaganda eleitoral

As restrições impedem Marçal de participar de debates e de aparecer no horário eleitoral gratuito de rádio e televisão até o julgamento de seu pedido de registro de candidatura. A ministra Estela Aranha relatou a medida aprovada pelo tribunal.

Marçal recorre no TSE de uma condenação que o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo manteve no início de agosto. A decisão tornou o empresário inelegível por oito anos.

A Justiça Eleitoral concluiu que ele usou indevidamente meios de comunicação durante a campanha pela Prefeitura de São Paulo, em 2024. O caso envolve um concurso organizado na comunidade “Cortes do Marçal”, na plataforma Discord.

No concurso, apoiadores recebiam prêmios pela publicação de vídeos com a hashtag #prefeitomarçal. O TSE ainda vai analisar o recurso contra a condenação e o registro de uma eventual candidatura de Marçal. Com informações do DCM

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