Enquanto filmava a cena, o trabalhador chamou integrantes do grupo de “falsos entregadores” e afirmou que eles estariam recebendo R$ 200 para “mostrar a cara” no encontro com Zema.
A acusação irritou os participantes. Quatro deles foram em direção ao homem e um chegou a empurrá-lo. Seguranças de Zema intervieram e retiraram o motoboy do local. O candidato não comentou a confusão e continuou conversando com o grupo.
A campanha de Zema negou qualquer pagamento. Em nota, afirmou que “é mentira” o teor da acusação e disse que o homem chegou alterado e tentou atrapalhar a conversa. Segundo a assessoria, os motoboys reagiram por se sentirem injustiçados.
Depois do tumulto, Zema ouviu reclamações sobre os baixos valores pagos pelas plataformas. Os trabalhadores defenderam que a remuneração por entrega, hoje em torno de R$ 7, passe para R$ 10, além de cobrarem melhores condições de segurança.
O candidato prometeu defender uma tarifa mínima por corrida, mas não apresentou valor. Também falou em seguro de vida e saúde e em algum modelo de proteção para trabalhadores afastados depois de acidentes.
Cúmulo da pilantragem: jogar trabalhadores contra suas próprias garantias e direitos
A posição coloca no centro da agenda do candidato uma visão já associada ao Novo: menos regras trabalhistas estabelecidas pelo Estado e maior espaço para acordos entre empresas e trabalhadores, mesmo em um setor marcado pela relação desigual entre grandes plataformas e profissionais que dependem delas para obter renda. Com informações do Ópera Mundi