11 de setembro: uma data para não esquecer. E para não repetir

11 de setembro: uma data para não esquecer. E para não repetir

No dia 11 de setembro de 1973, um golpe de Estado derrubou derrubou o presidente eleito do Chile Salvador Allende, inaugurando uma das ditaduras mais sangrentas de nosso continente.

A ditadura militar chilena durou quase 20 anos (1973-1990) e teve a participação descarada de empresas privadas e de organismos estatais estadunidenses e brasileiros.  Deixou um saldo de 2095 mortos, 1102 desaparecidos, em torno de 60 mil presos e torturados, inclusive em campos de concentração e, centenas de milhares de refugiados políticos ou econômico espalhados pelo mundo. Extraoficialmente, no entanto, o número de mortos e desaparecidos beira os 50 mil.

O golpe instituiu uma ditadura cívico-militar comandada pelo general Augusto Pinochet que escreveu o fundamento   para a doutrina geopolítica das forças armadas de Chile: “as raças de um estado devem ser estudadas e analisadas pelo geopolítico para ver: – se ela é uma raça perfeitamente harmonizada com o período político-econômico do estado; – se é necessário trazer emigrantes para que esta corrente seja favorável ao estado e que ela se enraíze no território, mesclando seu sangue com a aborígene, para melhorar o valor racial da população”.

Panfletos espalhado pelas ruas de Santiago por um helicóptero militar, em setembro de 1973, dizia “Morador patriota: denuncie seu vizinho estrangeiro”. 

 Pinochet entendia que os estados subdesenvolvidos do continente deveriam m subordinar sua segurança aos conceitos de segurança hemisférica dos Estados Unidos. Leia Aqui

 Uma brasileira que viveu o golpe de estado no Chile disse:”As embaixadas estavam cercadas de policiais para que ninguém pudesse pedir abrigo. Depois de uma simulação de fuzilamento no terraço do prédio, trouxeram as três mulheres para o apartamento, onde houve tentativa de estupro. Os homens foram capturados e levados ninguém sabia para onde”.  Veja Aqui

Foto Metropoles

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