Educação: Greve continua e tem manifestação na frente do TJ nesta quarta-feira
Educação: Greve continua e tem manifestação na frente do TJ nesta quarta-feira

Educação: Greve continua e tem manifestação na frente do TJ nesta quarta-feira

A manifestação em frente ao Tribunal de Justiça marcada para esta quarta-feira (26), tem por objetivo fazer os desembargadores ouvirem dos trabalhadores os motivos da greve.
A expectativa é que seja publicada no Diário do Tribunal de Justiça desta quarta-feira, a decisão de tornar a greve ilegal, o que pode atrapalhar a manifestação.
Os trabalhadores avaliam que a decisão de atender ao pedido da PGE para decretar a ilegalidade da greve, teve argumentação política e não jurídica.
Educação: Greve continua e tem manifestação na frente do TJ nesta quarta-feira
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A Procuradoria Geral do Estado encaminhou o pedido para que a greve fosse considerada ilegal com a justificativa que os trabalhadores estariam fazendo uma greve desnecessária uma vez que estão trabalhando de casa.
O desembargador Júnior Alberto acatou a justificativa da PGE que alegou ainda que o estado ultrapassou os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal. O governo do estado gasta quase 53% da renda líquida com a folha de pagamento. O limite é de 49%. Entretanto os salários não são lineares, um desembargador por exemplo recebe mais de R$ 40 mil/mês enquanto os professores estão em torno de R$ 4 mil.  Também não são levados em conta os salários de apadrinhados políticos lotados nas Secretarias, inclusive as da chamada “massa falida” do estado como Codisacre  que recebem cerca de R$ 10 mil.

Na Assembleia Legislativa, a oposição se solidarizou com a manifestação dos  professores, mas a base do governo se manteve calada.

Nem o deputado Gérlem Diniz (PP) que em 2015  se solidarizou com a greve da Educação durante o governo Tião Viana (PT), se manifestou desta vez.
“Quero me solidarizar com os professores que estão reivindicando perdas salariais. Eles têm que parar as atividades porque o governo não reconhece seus reclames. A culpa é do governo do estado, sim”, foram, as palavras de Gérlen Diniz na tribuna da Assembleia Legislativa em 2015.
De Brasília, a deputada Perpétua Almeida (PCdoB) enviou a mensagem de solidariedade: “É preciso sensibilidade e diálogo com os profissionais da Educação. Os professores têm se desdobrado para manter as aulas de forma remota, inclusive utilizando recursos próprios para pagar internet e equipamentos. Alguns estão dando aula para, pelo menos, dez turmas. A greve dos profissionais de Educação do Acre é justa e necessária.

Minha solidariedade a todos os profissionais que fazem educação com amor. Contem com meu apoio”.

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