O vice-governador Major Rocha (PSL) protocolou no Ministério Público Federal um pedido de investigação sobre a aplicação dos recursos da Covid-19 no Acre.
Em vários estados foi registrada a má aplicação dos recursos federais destinados ao combate a pandemia.
Rocha entregou indícios de irregularidades e informou em um vídeo postado em sua página no Facebook que a pedido das autoridades federais não disponibilizará o conteúdo para não atrapalhar as investigações, mas citou a obra de reforma e ampliação da antiga sede do Bope para abrigar leitos para tratamento da Covid-19.
A obra iniciada em 27 de fevereiro não foi entregue até esta sexta-feira (21/05): “Quando for entregue a pandemia terá acabado”.
No vídeo, Rocha destaca ainda que as denúncias feitas por ele a respeito da compra de computadores e de cestas básicas com indícios de superfaturamento resultaram em prisão dos envolvidos.
Em relação à gestão da pandemia, o vice-governador destacou que o governo do estado abusa das dispensas de licitação: “Suspeito que a omissão do executivo em alguns casos e a ação em outros foram responsáveis pela morte de muitos acreanos que esperavam por atendimentos e UTIs…contratos altamente estranhos serão analisados e o executivo deverá ser convidado a falar porque tinha tantos milhões em caixa enviados pelo Governo Federal enquanto acreanos morriam por falta de leitos”.
Wherles Rocha ressaltou ainda que diante de um governo que se preocupa em enterrar CPIs, com a cooptação de parlamentares em demonstrações claras de medo de fiscalização e diante dos conteúdos das provas que acredita serem robustas, não poderia tomar outra atitude a não ser levar aos órgãos de controle tudo aquilo que recebeu de servidores e de pessoas anônimas para que tomem as medidas que acharem necessárias.
Em defesa do governo o ex -comunista Moisés Diniz (PP), também postou um vídeo e marcou mais de quarenta pessoas ligadas ao governo, além da mãe do governador.
No vídeo intitulado “O amigo da onça”, Diniz se diz estarrecido com as denúncias uma vez que o governo é de Gladson e Rocha, apesar das decisões serem do governador.
O assessor especial do governador lembrou discursos anteriores do vice-governador e questionou porque só agora, passados um ano e meio, Major Rocha faz as denúncias, comportamento que Diniz taxa de antiético e estranho: “Tenho certeza que a justiça vai fazer justiça”.
É melhor ser amigo da onça que da corrupção, respondeu o vice-governador.
Leia a Nota:
Primeiro é interessante constar que o Gladson continua mudo diante dos vários indícios de corrupção no governo. Suas únicas movimentações foram no sentido de barrar a CPI da Educação.
Mudo, Gladson agora escalou o líder dos governos do PT para fazer a defesa de seu governo. Não poderia ter escolhido ninguém melhor. Além de não ter ajudado na eleição de Gladson, como boa parte dos integrantes da Frente Popular que hoje estão no governo, Moisés foi um dos defensores mais ardorosos das causas impossíveis e do modelo comunista que continua governando o nosso Acre.
Aliás, Moisés se especializou em defender essa “ética” que ele prega nesse vídeo, a ética esquerdista que certamente é diferente da que nós conhecemos.
De acordo com Moisés, denunciar corrupção é antiético, principalmente se o governo que é denunciado está lhe pagando.
Foi assim na Frente Popular e continua sendo assim nessa Frente Popular Genérica do Cameli.
Na concepção dessa “ética” às avessas, o correto seria que eu ficasse calado, me omitisse e não atrapalhasse as empresas de Manaus e de outros estados que ganham dezenas de contratos milionários através de caronas suspeitas, de dispensa de licitação e até mesmo obras sem contrato.
Moisés e seus patrões acham antiético denúncias que desvendam casos como aquele dos computadores e dos sacolões. Denúncias como aquela da compra de quase 15 milhões em livros, com dispensa de licitação, em plena pandemia, livros que o Estado pode adquirir sem nenhum custo através do Governo Federal.
E o que seria ético para essa turma? Para eles ético é manobrar para cooptar parlamentares e barrar CPIs, principalmente de uma CPI que pode desvendar os verdadeiros beneficiários desses esquemas.
Ao contrário de Gladson Cameli, Moisés Diniz e outros tantos, nunca militei na esquerda, tampouco servi ao PT. Talvez por isso minha visão de ética seja tão diferente. Não é a primeira vez que tenho embates com Moisés Diniz. Eu denunciando possíveis esquemas de corrupção e ele defendendo o governo denunciado.
As coisas continuam como sempre estiveram, eles defendendo a “ética” esquerdista e eu defendendo aquilo que acredito ser correto. E para finalizar, denunciar e pedir apuração de possíveis desvios de recursos públicos é uma obrigação de todos, não só do vice-governador. Isso se chama verdadeiramente ética.
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