O resultado da última pesquisa que coloca o governador Gladson Cameli (PP), com 57% das intenções de voto em 2022, não é motivo para comemorações dentro do palácio. Em comparação com as pesquisas anteriores, os números mostram que Gladson caiu 26%. Em novembro de 2020, Gladson tinha 83% caiu para 57%, o que significa que perdeu 26% em 8 meses. Uma média de queda de 3,2% ao mês.
Além disso, se somadas as intenções de votos para outros candidatos com os nulos e os que não responderam, o resultado ultrapassa os 41%, o que dá uma escassa vantagem para o governador de 16% em números arredondados.
Com dois anos e meio de governo, a administração entra na fase mais difícil e será necessário um trabalho hercúleo para não cair ainda mais.
A queda nos percentuais de aceitação, possívelmente tem relação com o excesso de promessas e o escasso cumprimento. De acordo com o G1, das 68 promessas feitas em campanha, Gladson Cameli cumpriu apenas 14, 7%, o que significa que 85,3% das promessas não foram cumpridas: “Por onde passa ele afirma que realizou 90% de tudo que prometeu, mas na verdade nem 15%. Os dados mostram duas coisas que venho incessantemente afirmando! Que nosso governador é um gestor incompetente e um competente mentiroso”, analisou o presidente do PT, Cesário Braga.
Para muitos, o resultado da pesquisa não reflete a realidade. O governador não teria, na avaliação destes nem 50% das intenções de voto. O senador Sérgio Petecão (PSD), é um deles. Ao jornalista Ray Melo do site Notícias da Hora, Petecão disse que a Fieac foi colocada como quem pagou e encomendou a pesquisa apenas para camuflar um grupo político que tem interesse direto nas eleições e não quer enfrentá-lo nas urnas. E criticou ainda o fato do proprietário do Instituto de Pesquisa ser cargo comissionado do governo. Veja Aqui
Por outro lado, um resultado de 19% das intenções de voto para o ex-governador Jorge Viana (PT), desconsidera o fiel eleitorado petista que atinge 30% da população, o que significa que mesmo se nenhum eleitor de outro partido votasse nele, JV não baixaria de 30%.
O deputado Jenilson Leite (PSB) não foi sequer incluído nas opções da pesquisa. Apesar de ter colocado seu nome para a eleição majoritária e ter uma base forte no interior do estado, o nome de Jenilson não foi incluído na pesquisa. Certo de que a inclusão de seu nome derrubaria vários pontos percentuais do governador, o parlamentar lamentou: “Lamento que a pesquisa tenha deixado de apresentar para população na fase estimulada como opção, o nome que o PSB apresentou para um projeto majoritário. Tenho andado nos 22 municípios do Acre, ouvindo as pessoas, temos acompanhado as redes sociais, e vejo que se mais opções tivessem sido apresentadas, tanto o resultado para governo ou para o senado teria sido bem diferente, nem Gladson ganharia no primeiro turno, nem o cenário para o senado seria o revelado pela pesquisa”.
No sábado (03), uma reunião dos partidos PSB, PT, PCdoB e PSOL, de Tarauacá com sindicalistas, empresários, líderes religiosos, lideranças comunitárias e a juventude, pediram que Jenilson aceite o desafio de ser governador do estado. Segundo o grupo, Jenilson é a única novidade nas eleições do próximo ano e em Tarauacá, tem no mínimo 70% das intenções de voto. A chapa dos sonhos do grupo é Jenilson governador com Jorge Viana senador.
O PSB deve encomendar uma pesquisa nas próximas semanas. Segundo Jenilson, uma pesquisa que inclua todos os nomes já definidos dará mais opções ao eleitor e expressará a verdadeira vontade popular no momento.
Foto- G1
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