Em pronunciamento Gonzaga lamenta falta de investimento ao setor rural do Juruá
Em pronunciamento Gonzaga lamenta falta de investimento ao setor rural do Juruá

Em pronunciamento Gonzaga lamenta falta de investimento ao setor rural do Juruá

O pronunciamento foi feito durante a audiência pública para debater “Economia e Organização da Agricultura do Juruá”, realizada pela Assembleia Legislativa em Cruzeiro do Sul.

O encontro foi promovido pela mesa diretora da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), por meio do seu presidente, deputado Nicolau Júnior (PP).

Além dos deputados estaduais, participaram do evento o vice-governador do Estado, Major Rocha, o prefeito de Cruzeiro do Sul, Zequinha Lima, a deputada federal Jéssica Sales, Francisco das Chagas, presidente do sindicato dos trabalhadores rurais de Cruzeiro do Sul, vereadores , produtores rurais e empresários da região.

O primeiro secretário do parlamento acreano, deputado Luiz Gonzaga (PSDB), lamentou a falta de investimentos ao setor rural da região.

“Sabemos o quanto essa região tem potencial, o quanto ela tem como ajudar economicamente nosso estado. Um exemplo disso é a nossa farinha, que é a melhor do Acre. Por isso, eu afirmo que a produção da farinha precisa ter uma nova dimensão, temos algumas casas de farinha automatizadas em Cruzeiro do Sul e que estão dando muito certo. Nós precisamos de outras”, observou.

O parlamentar também falou sobre a importância da regularização fundiária. “Os agricultores têm a terra, mas não tem a  documentação. Nós precisamos nos juntar com os nossos senadores e deputados federais para documentar as áreas dos nossos produtores. Outro problema, é a questão da assistência técnica. A falta de maquinário dificulta muito a vida dos nossos agricultores”, enfatizou.

O discurso do deputado Luiz Gonzaga, foi referendado pelas reclamações dos produtores rurais.

Reivindicações dos produtores rurais:

O presidente da cooperativa de agricultura e extrativistas do Juruá, Adauto de Paula, reclamou da falta de apoio aos produtores por parte do governo. “Os agricultores se sentem desamparados pelo poder público, enfrentam muitos problemas. Falta equipamento para destoca e a fiscalização é intensa para evitar o fogo. O produtor não quer contribuir com a fumaça, mas é o jeito dele sobreviver”, disse.

Jairo Meireles, lider do Ramal 12,  relatou que uma das grandes dificuldades enfrentadas pelos agricultores é a precariedade dos ramais.

” A desculpa do poder público é que não têm maquinário. Há cinco anos não temos um ramal de qualidade nessa região. Isso dificulta o nosso trabalho. Não temos como escoar nossa produção, metade das nossas pontes estão quebradas. Hoje, temos a BR 364 e a maioria os ramais são de barro. Para organizar a agricultura temos de melhorar o acesso. Peço então que nos ajudem nesse sentido”, relatou.

O vereador e agricultor Noeca, salientou que o governo do Estado fez inúmeras promessas mas, não cumpriu nenhuma.

“Moro no projeto Santa Luzia há 30 anos, e lembro como se fosse hoje que na época da campanha o governador Gladson falou nos quatro cantos da cidade que seu governo seria o governo do Agronegócio, e infelizmente nada aconteceu. Não foi feito ponte, ramal de qualidade, não foi distribuído maquinário, nada disso. Gracas o Deus que temos a prefeitura de Cruzeiro do Sul do nosso lado mas, ainda falta muito coisa. O produtor rural continua sofrendo”, afirmou.

Evandes Serra, do Ramal 4, disse que no Santa Luzia as pessoas estão desapontadas com o governador Gladson Cameli. “Todos os anos a conversa é a mesma. O povo não precisa de sacolão, precisa de estradas para escoar a produção e tirar o Estado da miséria”, disse.

Com informações da Aleac

 

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