É tensa a situação entre polícia e apoiadores do prefeito depois da agressão à 1ª dama em Porto Walter

É tensa a situação entre polícia e apoiadores do prefeito depois da agressão à 1ª dama em Porto Walter

O clima de tensão é alimentado pelo fato do vereador policial Da Cruz Dias (PROS), não ter sido detido após as agressões à 1ª dama Ana Flávia. “Ele foi tirado da cena pelo colega policial civil e não sofreu nenhuma restrição. Se um homem bate na 1ª dama, puxa a arma para ela e nada acontece, a insegurança toma conta de todas as outras mulheres”, diz a moradora da cidade que teme ser identificada. Da Cruz faz oposição ao prefeito César Andrade (MDB) na Câmara de Vereadores de Porto Walter.

O fato ocorreu no primeiro domingo de 2022, em frente à Unidade Mista de Saúde, quando após ser interpelado por Ana Flávia que responde pela Secretaria Municipal de Saúde por estar sem máscara, Da Cruz foi atrás da 1ª dama que se dirigia ao carro onde estava o filho de dois anos de idade com uma prima de 13 anos. Segundo Ana Flávia, o vereador policial começou a gravá-la com o celular, ordenando que repetisse o que havia dito: “ele me agrediu com tapas e puxou a arma, estou cheia de marcas no meu pescoço”. Pessoas que acompanharam a cena tiraram o vereador policial de perto da 1ª dama que afirma ter sido agredida verbal e fisicamente. Leia Mais

O caso foi parar na delegacia da cidade, para onde foi deslocado de Cruzeiro do Sul, o delegado Rafael Fernandes Távora. Em Porto Walter, o delegado está na fase dos depoimentos, entretanto novos fatos vêm se somar ao primeiro. O vice-prefeito Guarsônio Melo (PSDB), que é irmão de Ana Flávia, afirma que outro policial civil o ameaçou com uma arma. A discussão teria começado porque Guarsônio aguardava o término do depoimento da irmã na frente da delegacia.

Com medo da polícia a população só fala com a garantia de não ser identificada. E mesmo assim, pouco. Eles dizem que na cidade impera a lei do silêncio porque a polícia é a Lei. Os moradores temem que esteja sendo formada uma milícia no município isolado. Dentro do pouco que foi obtido, existe a esperança que um assassinato cometido há cerca de dois meses seja esclarecido se houver interesse das autoridades da área de Segurança Pública. A vontade da população é que uma força da PM seja deslocada para Porto Walter para garantir a tranquilidade.

As brigas de rua, estão comuns na cidade. Segundo os moradores, promovidas por pessoas ligadas ao vereador policial.

briga

O prefeito César Andrade está de viagem marcada para a capital para uma conversa com o governador Gladson Cameli (PP) e com as autoridades da área policial e entre as lideranças políticas do município cresce a intenção de levar o vereador policial Da Cruz à Comissão de Ética com possibilidade de cassar o mandato dele.

O clima é de tensão no município distante 573 Km da capital, que tem uma população estimada em pouco mais de 12 mil habitantes, dos quais 63,84%  na área rural. Porto Walter não possui ligação terrestre com o resto do estado.

Foto- 3 de Julho

 

 

 

 

 

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