Presidente Pedro Castillo classifica vazamento como “Ecocídio”
O vazamento de mais de um milhão de litros de óleo combustível ocorrido no dia 15 de janeiro (sábado) na refinaria da Repsol de La Pampilla, em Lima, deixou mais de 180 mil metros quadrados de praias cobertos por petróleo contaminando fauna e flora, além de duas zonas naturais protegidas. Foram seis mil barris de petróleo, cada barril com o equivalente a 160 litros, derramados.
O vazamento não só danificou praias frequentadas pela população, mas duas zonas naturais protegidas, onde houve uma grande perda de fauna e flora marinha e atingiu cerca de um milhão de metros quadrados de mar. O acidente aconteceu no dia 15 de janeiro na refinaria da Repsol de La Pampilla.
A Repsol é uma transnacional de origem espanhola fundada em 1987. É a 15ª maior petroleira do mundo e a maior companhia energética privada hispano-americana, em termos de volume de ativos. A empresa opera em mais de 30 países. No Brasil e no Peru a empresa explora petróleo desde 1997.
Autoridades peruanas afirmam que a empresa espanhola Repsol não tem qualquer plano de contingência.
Peru deve rever privatizações

Yuri Castro da direção nacional do Peru Livre, partido do presidente Pedro Castillo, afirma que não é somente a Repsol quem causa danos ecológicos. Em Loreto, a Pluspetrol, que também é uma empresa estrangeira, está causando danos na Amazônia peruana, e soma 2.500 dívidas ambientais que até o momento não foram atendidos e que a multinacional sequer está buscando uma forma de ressarcir.
“São diferentes tipos de danos feitos contra a selva peruana produzidos fundamentalmente por derramamentos de petróleo. São vazamentos que ocorreram por pressão, resultado da falta de investimento e manutenção, que seguem ainda sem tratamento, como se nada tivesse ocorrido. O problema da selva tem 50 anos, não é de agora. São cinco décadas em que ocorreram 2.500 conflitos ambientais, problemas que, mais do que descuidos, foram abandonos da empresa, desde quando era estatal. Leia Aqui
As empresas estatais estragégicas peruanas foram desnacionalizadas (privatizadas) a preço de banana durante a ditadura de Alberto Fujimori (1990 a 2000).
Acre in Foco – Cobertura das Últimas Notícias do Acre Acre in Foco traz as últimas notícias do Acre, com cobertura atualizada sobre política, segurança, saúde, cultura e eventos locais. Fique por dentro de tudo
