Vereadores de Rodrigues Alves pedem que governo do estado regularize a documentação da balsa Comandante Deodato

Vereadores de Rodrigues Alves pedem que governo do estado regularize a documentação da balsa Comandante Deodato

O capitão  Fabiano Reis da Marinha de Cruzeiro do Sul esclareceu através de uma entrevista coletiva que a Marinha só poderá liberar a balsa alugada pelo governo do estado, após um laudo e certificação de um engenheiro especialista. A balsa de propriedade de um parente do governador Gladson Cameli (PP), sofreu avarias na estrutura por ocasião do acidente com o caminhão guincho. Veja Aqui

“Sempre que acontece um  acidente torna-se necessária a avaliação de um engenheiro que ateste que a balsa está cumprindo os requisitos de segurança”, esclarece o capitão Reis. O engenheiro de uma empresa certificadora já foi contratado e tem chegada prevista para  sexta-feira (14).

A vereadora Therezinha Fernandes (PCdoB de Rodrigues Alves), que acompanhou a entrevista coletiva junto com o vereador Neto Queiroz (PSD) e o fundador do Movimento Pró-Ponte, Ralph Rodrigues,  comentou: “não temos certeza que o laudo seja favorável à liberação. Se o engenheiro entender que a balsa não apresenta as condições de segurança necessárias para navegar, a Marinha não pode liberar e a população vai continuar sem o serviço”.

coletiva

Dentre os questionamentos feitos ao Capitão Reis, o principal se refere ao motivo da balsa Comandante Deodato, de proprieadade do governo do estado não estar realizando o serviço e da suspensão do trabalho da balsa alternativa pela Marinha.  A balsa alternativa foi colocada para fazer a travessia no dia 8 de janeiro, 5 dias depois do acidente e dos transtornos que incluiram o transporte de doentes graves em macas através das chamadas balsinhas de Rodrigues Alves para o hospital em Cruzeiro do Sul. Veja Aqui

Entretanto o serviço da balsa alternativa foi suspenso pela Marinha no dia seguinte porque não possui um laudo atestando condições de funcionamento. Desde então trabalhadores e estudantes que moram em um município e trabalham ou estudam no outro, estão sem o serviço. As três balsas, a de Assem Cameli, a alternativa e a balsa Deodato do governo do estado estão impedidas de navegar pelo mesmo motivo: pendência documental. Ou seja, não têm a certificação, mas se houver interesse em atualizar a documentação, as três poderão funcionar.

Após receberem a informação que a balsa do Deracre não assume a travessia entre Rodrigues Alves e Cruzeiro do Sul porque também não possui um laudo liberando-a para a navegação, os dois vereadores de Rodrigues Alves se dirigiram ao Deracre de Cruzeiro do Sul para pedir que o governo do estado providencie a documentação da balsa Deodato, do Deracre. No dia 11 de janeiro , em uma postagem, a vereadora Therezinha Fernandes questionou: “por que o governo do estado deixa a população refém do Assem Cameli?”

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Assem Cameli é o proprietário da balsa avariada durante o acidente com o caminhão guincho no dia 03/01. A balsa é alugada para o governo por quase R$ 100 mil por mês. Por muito menos do valor de um mês que é pago à Assem Cameli, o governo do estado atualizaria a documentação da balsa do estado e o serviço, de maneira geral custaria muito menos, afirmam os vereadores.

Além da travessia sobre o rio Juruá, os moradores que têm necessidade diária de chegar à Cruzeiro do Sul, tem a opção de utilizarem a Ac 405, através da qual a distância entre Cruzeiro do Sul e Rodrigues Alves é de cerca de 44 Km, o que representa uma perda de tempo e aumento de gastos, por causa do preço dos combustíveis.

O problema é que para fazer a travessia nas balsinhas também é preciso pagar, e muitos estudantes moram em Rodrigues Alves e fazem faculdade em Cruzeiro do Sul, necessitam ir e vir diáriamente, assim como as pessoas que moram em uma cidade e trabalham na outra: “quem ganha um salário mínimo e precisa pagar ida e vinda todo dia, vai sobrar quanto para outras despesas no final do mês, questiona o trabalhador.

Foto ilustrativa- Juruá Online

 

 

 

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