Acre e os Novos Tucanos: algumas filiações do PSDB motivam comentários irônicos nas redes sociais

Acre e os Novos Tucanos: algumas filiações do PSDB motivam comentários irônicos nas redes sociais

A  maioria dos “Novos Tucanos”  esteve envolvido em escândalos

Rudilei Estrela,  preso pela Polícia Federal na Operação Ptolomeu (Veja Aqui), a mesma que aponta o governador Gladson como suspeito de chefiar uma organização criminosa que lesava o estado, é apresentado como a nova estrela tucana.  O empresário amigo do governador vira estrela de primeira grandeza do PSDB apenas três meses depois de ser preso.

Rudiley

O Secretário de Ciência e Tecnologia, Assurbanípal Barbary de Mesquita, foi preso na Operação G7 (Veja Aqui). A Operação investigou fraudes em licitações públicas. Assurbanípal é ligado ao presidente da Fieac, José Adriano, também indiciado e preso na Operação G7, na qual sofreu mandados de busca e apreensão, teve o sigilo fiscal e telefônico quebrados. Veja Aqui

Os réus na Operação G7 foram absolvidos em decisão assinada pelo juiz Jair Facundes e o Ministério Público Federal recorreu da decisão alegando que não houve a análise de fatos fundamentais para o julgamento do crime como um “termo de acordo” que teria sido celebrado entre as empresas e os participantes do esquema antes de qualquer ato formal do Estado, mas não obteve sucesso. Veja Aqui

Normando Sales, teve complicações com a justiça por causa da empresa de venda de créditos de carbono em parceria com três transnacionais estrangeiras: investimento da empresa norte-americana  CarbonCO, LLC, subsidiária da Carbonfund.org Foundation, localizada em Bethesda, Maryland, EUA e supervisão da também norte-americana TerraCarbon, LLC, de Illinois/EUA.  A venda dos créditos de carbono ficou com a  empresa britânica The Carbon Neutral Company, de Londres.

O Projeto Purus, idealizado pelo ex-prefeito de Sena Madureira, Normando Sales, e pelo advogado Wanderley Rosa, foi apresentado ao Instituto de Mudanças Climáticas (IMC) do Estado em junho de 2012. Abrange cerca de 34,7 mil hectares dos seringais Porto Central e Itatinga, localizados às margens do rio Purus entre os municípios de Sena Madureira e Manoel Urbano, e onde vivem 18 comunidades de seringueiros, posseiros e pescadores.

Tal projeto, prevê restrições e até paralisação das atividades tradicionais de cultivo agrícola de famílias de seringueiros e posseiros, para que emissões assim evitadas possam ser vendidas no mercado internacional de créditos de carbono.

Trecho do processo diz: “apresentando-se como donos dos seringais, em 2009 Normando Sales e Rosa começaram a procurar os moradores locais – muitos dos quais vivem na área há mais de 40 anos – para discutir o projeto, e no início de 2011 propuseram a 17 famílias que firmassem um acordo pelo qual deixarão de fazer o manejo tradicional de lavouras (brocagem, a roçagem e queima de mato), caça, retirada de madeira, abertura de picadas e estradas, e qualquer outra ação de interferência na vegetação. Para monitorar o cumprimento do acordo, seria criado um sistema de fiscalização de infrações e providências quanto à punição dos infratores“.

Em depoimento aos pesquisadores da relatoria, João*, produtor de banana e morador do local há mais de 35 anos, relata: “um dia chegou aqui o Normando [Sales, dono do seringal Porto Central], e já começou ameaçando. Disse que aqui tudo era terra dele, mas ele nunca apresentou título do Incra. Eles chegaram com um documento para a gente assinar, desse negócio de carbono, e disse que quem assinava podia ficar na terra, quem não assinava tinha que sair”. Em troca da assinatura, conta o seringueiro, Normando Sales prometeu que traria para a comunidade uma série de benfeitorias, como escola, posto de saúde, casas novas, barco e energia solar.

Acre e os Novos Tucanos: algumas filiações do PSDB motivam comentários irônicos nas redes sociais
Acre e os Novos Tucanos: algumas filiações do PSDB motivam comentários irônicos nas redes sociais

 

(imagem ilustrativa)

O documento mencionado (assinado por João, mas não entregue ao fazendeiro) reafirma por diversas vezes que o assinante reconhece a propriedade das terras em nome da empresa Moura e Rosa Investimentos Ltda, criada em 2009 por Normando Rodrigues Sales e Wanderley Cesário Rosa, seus diretores. Legalmente, a empresa e a área do Projeto Purus pertenceriam a Felipe Moura Sales (filho de Normando) e Paulo Silva Cesário Rosa (filho de Wanderley). “Essa é uma das questões que mais preocupa a comunidade”, explica João.

De acordo com a advogada Laura Schwarz, para justificar o Projeto Purus, baseado na hipótese do “desmatamento evitado” para a geração de créditos de carbono, a empresa Moura & Rosa alegou que, como proprietária, poderia converter parte da floresta dos seringais em pastagem (prevendo o corte raso de 20% de sua extensão total para acomodar de 10 a 12 mil cabeças de gado), além de desenvolver atividades madeireiras.

“Numa lógica inversa e perversa,  criminaliza-se  o manejo tradicional dos pequenos agricultores, impondo-lhes restrições que justifiquem a venda de carbono (apesar de o próprio governo do Acre ter reconhecido que o uso do fogo é essencial na agricultura familiar de pequeno porte, e sua proibição poderia causar insegurança alimentar), e limita-se definitivamente o desenvolvimento futuro da comunidade através da restrição da área disponível. Além da agricultura, as famílias também usam as áreas florestadas para caçar, para o extrativismo, retirada de madeira para casas ou construção de canoas. Isso passaria a ser proibido”, explica a advogada Laura Schwarz  . Veja Aqui

Normando Sales ainda trabalha com a venda de créditos de carbono.

 

 

 

Veja também

Trump é vaiado durante premiação da final da Copa do Mundo

Trump é vaiado durante premiação da final da Copa do Mundo

O presidente dos EUA, Donald Trump, foi vaiado ao entrar no gramado para a premiação …