Marchas antissistema e por justiça social se multiplicam nos EUA onde 140 milhões vivem na pobreza

Marchas antissistema e por justiça social se multiplicam nos EUA onde 140 milhões vivem na pobreza

Presente em 45 dos 50 estados, mobilização já conta com mais de 250 organizações aliadas contra racismo, pobreza, militarismo e mudança climática

A Campanha dos Pobres, a ressurreição da última campanha do reverendo Martin Luther King de 1968, convocou milhares de participantes de diversos pontos do país à sua “Assembleia e Marcha moral sobre Washington”, no último sábado (18), para promover uma mudança sistêmica para enfrentar a pobreza, o racismo, o militarismo e a emergência climática no país mais rico do mundo.

Sobre a Avenida Pensilvânia com o Capitólio ao fundo, oradores incluindo líderes religiosos, sindicalistas, ambientalistas, de movimentos sociais e imigrantes, de direitos das mulheres, entre outros, abordaram a ampla gama de lutas para resgatar comunidades pobres de seus desafios por emprego, saúde, educação, água, ar limpo e direitos fundamentais.

O reverendo William Barber, copresidente da Campanha dos Pobres, reiterou que no país aproxidamente 140 milhões – quase a metade da população – vivem na ou à beira da pobreza e disse que está sendo criado um magno movimento dos mais afetados para transformar o país com uma agenda de justiça econômica, social e ambiental. “Somos negros, indígenas, latinos, asiáticos, brancos, velhos e jovens, gays (…) Somos os rechaçados pelo neoliberalismo”.

Diante do mosaico de raças, idades, religiões, sindicatos e organizações em suas diversas camisetas e sob suas faixas e cartazes – o sindicato de serviços SEIU, Greenpeace, Veteranos [militares] Pela Paz, organizações de imigrantes de vários estados, representantes religiosos protestantes, católicos, judeus e muçulmanos – Barber declarou que “não somos uma insurreição, somos uma ressurreição” ao falar sobre a continuação das lutas anteriores e do legado do reverendo King.

Via Diálogos do Sul

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