Colômbia, país ocupado por bases militares dos EUA e ação de especialistas militares israelenses

Colômbia, país ocupado por bases militares dos EUA e ação de especialistas militares israelenses

 

Não é apenas o modelo econômico exportador que exclui 50% da população colombiana e a mantém na categoria de pobreza e extrema pobreza, que desafiam o novo governo da Colômbia.

A dimensão estruturante da sociedade colombiana com o pacto oligárquico entre as famílias mais abastadas e as forças norte-americanas como  CIA e DEA que atuam livremente no país, intervindo inclusive nos aspectos econômicos, políticos, sociais e culturais é outro problema para Gustavo Petro. A Colômbia tem 50 bases militares dos EUA, com cerca de 300 militares dos Estados Unidos circulando diariamente pelo país, juntamente com 25 agências secretas dos EUA. Veja Aqui

Além da violência estatal e paraestatal, quase sempre relacionada à uma economia de guerra interna e licenças pouco lícitas de exploração econômica (como nas zonas de mineração), a Colômbia sofre diretamente ação dos especialistas militares israelenses.

Relações Colômbia e Israel

Desde a primeira década do século XXI,  sob o governo do ex-líder das Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC), o ex-presidente Álvaro Uribe Vélez,  há uma intensa relação diplomática, comercial e com presença de “assessores especiais” de Israel no país.

Em agosto de 2020, o herdeiro de Uribe e notório neoliberal com passagens por Washington, o ainda presidente Iván Duque, assinou um Tratado de Livre Comércio entre Bogotá e Tel Aviv. De maneira entusiástica, dizia que 97% dos produtos colombianos entrariam em Israel sem pagar tributos. E, como é regra nas relações internacionais, haveria contrapartida israelense com uma reciprocidade questionável como o fornecimento de fuzis Galil, de patente israelense, que passou a ser a arma de emprego regular do Exército Colombiano.

A aviação militar da Colômbia passou a usar caças Kfir em sua frota graças a articulação do ex-presidente, Juan Manuel Santos, quando ainda era titular da pasta da Defesa do ex- encarregado das aeronaves do Cartel de Medellín. A partir do alinhamento do Plano Colômbia e com mais de 1 bilhão de dólares “investidos” lá pelo Departamento de Defesa, a população colombiana passou a conviver com a presença de tropas terrestres ostensivas subordinadas ao Comando Sul dos EUA.  Além de militares estadunidenses, outros “assessores” passaram a interferir diretamente na vida interna do país.

O  intercâmbio possibilitou a milhares de colombianos,  treinamentos do programa Mashav, promovido pelo Ministério de Relações Exteriores de Israel, o que transformou a Colômbia no país latino-americano com maior fluxo de cidadãos sob influência direta de professores e projeções de tipo soft power (nas áreas de tecnologia, medicina e agricultura, além de temas militares) vindas de Israel.

Desde a década de 1980 a Colômbia convive com a perigosa presença de mercenários e consultores sionistas. O  coronel israelense Yair Klein treinou e estabeleceu doutrina e emprego para as AUC, tendo antes uma passagem pelo Cartel de Medellín. Ambas as organizações estiveram sob a sombra da oligarquia antioquina e da família Uribe Vélez.

Em 2020 o Exército Colombiano publicou notícias entusiastas celebrando a presença de dez assessores israelenses, dando instrução para suas forças especiais. Boa parte destes profissionais militares sionistas depois vão para a iniciativa privada e que estes laços entre “camaradas de armas” costumam ser duradouros, a tendência é sempre de complementaridade entre a cooperação oficial, em um segundo momento a oficiosa mesmo que sob estória cobertura de relações privadas.

O exército colombiano tem como tradição lutar contra o “inimigo interno”- seu próprio povo. Leia Mais

Foto- Diálogos do Sul

 

 

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