
O Irã executou nesta quinta-feira a primeira sentença de morte contra um participante da onda de protestos que se espalhou pelo país há quase três meses. De acordo com a agência de notícias semioficial Tasnim, um homem identificado como Mohsen Shekari foi morto por enforcamento. A mídia estatal iraniana publicou um vídeo da suposta confissão de Shekari. Grupos de direitos humanos afirmam que Shekari foi torturado e forçado a confessar os supostos crimes.
Levantamento da Anistia Internacional contabiliza ao menos 21 pessoas que receberam sentenças de morte na esteira dos protestos. «As autoridades iranianas devem anular imediatamente todas as sentenças de morte, abster-se de buscar a imposição da pena de morte e retirar todas as acusações contra os presos em conexão com sua participação pacífica em protestos», afirmou a ONG em comunicado. A maior onda de protestos do Irã desde a Revolução Islâmica de 1979 teve como gatilho a morte de Mahsa Amini, 22, ocorrida em setembro sob custódia da polícia moral, responsável por aplicar os rigorosos códigos de conduta religiosos do regime. Mesmo antes dos protestos ligados ao caso Mahsa Amini, o número de execuções já estava aumentando no Irã.
O Alto Comissário das Nações Unidas para Direitos Humanos, Volker Türk, disse que a país ultrapassou a cifra de 400 mortes em 2022, marca alcançada pela primeira vez em cinco anos. Um dos casos mais notórios foi a condenação de duas ativistas iranianas lésbicas por «promover a homossexualidade», considerada a primeira vez que mulheres foram sentenciadas à morte no Irã devido à orientação sexual.
Acre in Foco – Cobertura das Últimas Notícias do Acre Acre in Foco traz as últimas notícias do Acre, com cobertura atualizada sobre política, segurança, saúde, cultura e eventos locais. Fique por dentro de tudo
