
O homem cuja identidade não foi revelada, chegou na 2ª Regional, localizada na Cidade do Povo, em Rio Branco, com a intenção de registrar queixa contra uma vizinha. Quando o delegado Samuel Mendes, titular daquela delegacia, se apresentou e pediu que o homem o acompanhasse, ele respondeu que queria ser atendido por um delegado branco e recusou o atendimento.
O homem que recebeu voz de prisão por injúria racial tentou reverter a situação dizendo ser evangélico e não ter o costume de destratar ninguém e afirmou não lembrar do que tinha dito.
O fato lamentável estranhamente ocorre no Acre que é um estado onde 72% da população se reconhece como negra. Veja Aqui
A OAB do Acre emitiu uma nota de repúdio contra o racismo sofrido pelo delegado que exerce a função há 11 anos
“Lamentamos ainda mais que o racismo sofrido pelo Delegado de Polícia Civil do Estado do Acre Samuel Mendes, titular da 2ª Regional de Polícia, tenha ocorrido em seu local de trabalho e por alguém que buscava guarita policial. Frases e comentários de cunho racista, a recusa em ser atendido por pessoas pretas, ironias e racismo recreativo são profundamente lamentáveis e não devem ser mais tolerados e naturalizados. A sociedade precisa e deve avançar para uma reflexão profunda no combate ao racismo e à todas as formas de discriminação. O episódio que envolveu o delegado negro reforça o racismo estrutural enraizado em nossa sociedade através dos séculos. A postura do cidadão deve ser investigada com todo rigor. Não podemos aceitar que o racismo seja algo corriqueiro e tolerado em nossa sociedade atual”, diz um trecho da nota.
O infrator foi levado para a delegacia de Flagrantes e autuado por racismo com base no artigo 20 da Lei de Racismo e deve passar por uma audiência de custódia.

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