1-Café com Gladson
Os técnicos de enfermagem decidiram colocar o governador Gladson Cameli (PP), na mesa. O protesto marcado para sexta-feira na escadaria do Palácio Rio Branco vai ter uma mesa de café da manhã para a qual pretendem arrastar Gladson. No café da manhã pretendem levar um papo reto e quente com o governador envolvendo o aumento do valor dos plantões extras. Sinceramente eu acho que Gladson vai. Senta, toma café e ainda capitaliza a seu favor. É típico dele. O valor bruto de cada plantão extra é de 78 reais. Líquido, é pouco mais de 50 reais. Cada técnico só pode tirar três plantões extras por mês. O total dos plantões extras de cada técnico por mês não dá para pagar um café da manhã do governador. Em tempo- os técnicos protocolaram um convite oficial para os deputados participarem. Estão abertas as apostas para saber quantos vão atender ao convite depois de terem vetado o aumento.
2-Reeleição
Gladson deve a reeleição dele ao funcionalismo público do estado. Eles acreditaram piamente no governador e atestaram sua administração com mais de 53% dos votos. Não foram enganados. Gladson não era uma novidade como chefe do Executivo. Tinha quatro anos nas costas. Mesmo assim endossaram. Lembram do “fechado com Gladson”? Pois. Agora, com quatro meses do segundo mandato, pipoca o descontentamento em várias categorias. No Rio Grande do Sul existe um ditado para os faíscas atrasadas- “tarde piaste”. Os que concorreram com ele, agora assistem de camarote. Aguardemos.
3-Caindo
Quando se manifestava contra a vacina, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), bem que tinha lá suas razões. Acabou caindo por causa delas. A investigação identificou a constituição de uma associação criminosa para consecução de um fim comum, que vai além da falsificação dos certificados de vacina. No documento que autoriza a busca e apreensão e até algumas prisões, foi identificada “a ligação dos investigados com integrantes de grupos extremistas que lideraram manifestações ocorridas no dia 07 de setembro…havendo a disposição para inserir pautas de ataque ao STF, ao Ministro Alexandre de Moraes e ao sistema eletrônico de
votação”. No documento é citada textualmente uma “organização criminosa”. Uma “estrutura criminosa, se consolidou no tempo”. Em outro trecho diz : “investigação ainda constatou tratativas para execução de um Golpe de Estado e possível tentativa de Abolição violenta do Estado Democrático de Direito”. Eis aí farta munição para a CPMI do 8 de janeiro que os bolsonaristas tanto quiseram.
4-…de maduro
A investigação identificou, cerca de vinte inserções falsas. O que caracteriza Crime de Peculato Eletrônico. Mas outros crimes foram identificados: infração de medida sanitária preventiva; associação criminosa; falsidade ideológica e até corrupção de menores pelo uso de certificados de vacinação falsificados para menores de idade “Corromper ou facilitar a corrupção de menor
de 18 (dezoito) anos, com ele praticando infração penal ou induzindo-o a praticá-la: Pena – reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos. O uso de certificados de vacinação falsificados para poder entrarem nos EUA, pode ser um indício de planejamento de um golpe que desembocou nos atos de 8 de janeiro. Quando começaram a puxar a linha, apareceu até a Marielle Franco para assombrar. Num dos trechos do documento assinado pelo Ministro Alexandre de Moraes ao autorizar a ação da PF, diz textualmente: ” Ailton Barros solicitou que Mauro Cid intermediasse um encontro de Marcello Siciliano com o Consul dos Estados Unidos no
Brasil para resolver um problema relacionado ao seu visto de entrada no referido país, devido o envolvimento de seu nome com o caso do assassinato da ex-vereadora Marielle Franco. Inclusive, em uma das mensagens enviadas a Mauro Cid, Ailton Barros afirma saber quem teria sido o mandante do crime” (Sic). Pode até não ser, mas que parece ameaça, parece.
5- Prefeito
O vereador Raimundo Neném (PSB), assumiu a prefeitura com pompa e circunstância. Ocupou o gabinete do prefeito e acionou a equipe da Comunicação para filmagens e fotos. Só faltou alterar o status do Facebook. Nem parecia um vereador escolado, mas um participante de algum programa do tipo Prefeito por um Dia. Raimundo Neném assumiu a prefeitura com a ausência do prefeito e da vice. Bocalom foi se articular com Márcio Bittar (União), com vistas a eleição de 2024. Bittar tem as emendas parlamentares. Boca, cargos no município. Os dois têm ambições políticas. Enquanto Rio Branco está em stand by, os secretários estariam optando por começar a fazer nomeações cruzadas para não deixar rastros.
6-Anistia
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