Coluna da Angélica- Alysson precisa de um banho de sal grosso

Coluna da Angélica- Alysson precisa de um banho de sal grosso

1- DesUnião

O União Brasil do Acre que já mostrava sinais graves de desunião piorou de vez com o imbróglio entre o senador Márcio Bittar e o deputado Ulysses Araújo. Bittar se recusa a passar o bastão de fidelidade a Jair Bolsonaro para Ulysses. A briga está nas ruas em forma de outdoors espalhados por Ulysses sem menção a Bittar. Dizem que o senador ficou uma arara e enquadrou o coronel, uma vez que foi ele, Márcio quem articulou a vinda de Bolsonaro ao Acre. Não deixa de ter razão. Afinal é de longe o político do Acre mais próximo do clã Bolsonaro. Apesar dos esforços do coronel. Mas se Bittar é da cozinha do Jair, Ulysses é do vídeo. Aquele que é apresentado quando querem falar mal do Jair e no qual ele aparece simulando o uso de uma metralhadora e diz que quer “metralhar os petralhas”. Ulysses, é o que comemora a bravata. Márcio Bittar parece estar achando o deputado muito “aparecido”. “Gostador de aparecer”. Mantenhamos os olhos bem abertos para observar a quem vai ser dispensada maior atenção pelo ex-presidente. Afinal Jair Bolsonaro não tem no currículo o reconhecimento a quem o ajuda. Prova disso são os milhares de presos que foram usados no segundo momento do golpe fracassado para vandalizar as sedes dos três poderes e a tentativa de fritar até seu fiel ajudante de ordens para se safar das acusações. Bolsonaro  alegou que o tenente-coronel  Cid tinha autonomia para tomar decisões.  Aguardemos pois.

2- DesDesUnião

Antes mesmo de Jair Bolsonaro se intrometer entre Márcio Bittar e Ulysses Araújo as coisas já não estavam boas no União Brasil do Acre. Márcio Bittar apoia a tentativa de reeleição de Tião Bocalom. O outro senador do partido, Alan Rick, vai com o candidato do governo do PP. O PP negou legenda para o Boca. Bittar arranjou a filiação dele ao PL de Bolsonaro. Eduardo Veloso já cruzava a porta da Secretaria Municipal de Saúde de Rio Branco quando Alan Rick puxou o tapete. Veloso ficou sem a Secretaria e sem o mandato que cedeu para Fábio Rueda, irmão do próximo presidente nacional do partido que está metido numa briga insana com o atual presidente Luciano Bivar. Com direito a acusações de roubo de dinheiro, ameaça de assassinato e incêndio criminoso. Parece outra coisa, caro leitor. Mas acredite, é um partido político. Depois ainda tem quem duvide das palavras da Baby do Brasil de que estamos em pleno apocalipse.

3-Confusão

Com o partido dividido entre Alysson Bestene e Tião Bocalom e entre si, sobra para os fãs de Jair Bolsonaro divididos por sua vez entre os dois pré-candidatos a prefeito. A observar se os apoiadores de Alysson vão estar dispostos a participar da festa de filiação de seu adversário. É Jair Bolsonaro fazendo o que sabe: espalhar confusão.

4-Homenagem

Mas há quem goste. O vereador João Marcos Luz por exemplo, conseguiu aprovar um título de Cidadão Rio Branquense (ou Riobranquense?) para o ex-presidente. Olhos atentos observam que homenagem não substitui ações em defesa da qualidade de vida dos cidadãos. Em currículo de ninguém. O título será entregue em sessão solene na sexta-feira (22). A Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), se fechou em copas. O  deputado Arlenilson Cunha (PL) queria conceder um Título de Cidadão Acreano para Jair. Foi barrado na casa e teve que trocar o Título  por uma Moção de Aplauso. Mas até o fechamento da coluna ninguém do Legislativo Estadual se manifestou sobre aplaudir o Jair.  O governador Gladson Cameli também ainda não confirmou presença em atos de Bolsonaro. Ausência que não seria de estranhar. Apesar de ter feito campanha para o ex-presidente, Gladson não se encaixa na ala dos radicais. Além disso, não tem obrigação de recebe-lo. Jair não é mais Chefe de Estado. Em tempo, muita gente está tentando se descolar da ala agressiva e agitadora.

5-Sal grosso

A candidatura de Alysson Bestene não decola. Apesar dele ter engrossado o pescoço após a reunião com o presidente da Executiva Nacional do PP, Ciro Nogueira. Fonte do palácio garante que foi oferecida a ele a Secretaria de Assistência Social para “fazer nome” com vistas a eleição de 2026, quando disputaria com chances uma vaga de deputado. Ele declinou. Teria preferido manter a candidatura a prefeito.  Mas não teria nem os votos da família. Seu tio e mentor, José Bestene (PP), teria oferecido o filho vereador Samir Bestene (PP), para vice de Tião Bocalom. Como se não bastasse, tem gente dentro do PP defendendo o nome do Secretário de Educação Aberson Carvalho (PP), para  vice de Marcus Alexandre (MDB). Se metade disso for verdade Alysson precisa urgentemente de um banho de sal grosso. Vejo tudo isso com cautela mas não duvido de nada.

6-Impasse

Segundo informações, a filiação da prefeita de Brasileia Fernanda Hassem e seu grupo político ao PP está marcada a princípio para a próxima sexta-feira. Mas, de acordo com pessoas muito próximas a ela, a data pode ser adiada por causa das informações sobre conversas do PP  para apoiar a candidatura da ex-prefeita Leila Galvão (MDB). Nesta arrumação Leila teria como vice o vereador Joelson Pontes (PP). À Fernanda foi prometido que conduziria a eleição em Brasileia. Ela tem outra candidata. Parece que o caldo vai azedar na fronteira. Antes de ser servido. Apesar de Leila e Fernanda terem um passado e uma história em comum. Ambas foram eleitas prefeitas do município pelo PT. Partido que as duas abandonaram.

7-E o Gladson hein?

Foi ali em Cruzeiro do Sul dar uma forcinha para o Zequinha Lima (PP). Quando quer apoiar alguém, o governador Gladson Cameli (PP), não deixa dúvidas. Ele mostra. E foi o que fez em Cruzeiro do Sul. Inaugurou obras e reformas que vão beneficiar a população cruzeirense. Mas quem vai capitalizar  imediatamente os feitos é o prefeito Zequinha Lima, candidato à reeleição que vai vendo sua candidatura ser catapultada pelo governador. O MDB que vai aos poucos solidificando a possibilidade de união com o PP, pode indicar o vice de Zequinha. A tendência é fechar Cruzeiro do Sul, Brasileia e possivelmente Rio Branco. E quem mais vier.

8-Registro

Leitor atento pergunta por que a Polícia Civil que desencadeou a Operação Jackpot para combater jogos de azar não incluiu os bingos em sua preciosa lista. Mais especificamente um que funciona nas proximidades da Oca. E que segundo informações pertence a um político defensor de valores cristãos. Claro que através de um laranja. Mas que,  segundo o leitor, se investigar direitinho encontra o verdadeiro proprietário. E, de qualquer maneira é jogo de azar. Vicia tanto quanto as drogas. E explora tanto quanto os jogos online.  Portanto deveria estar na lista de investigados. A menos que ilícitos que envolvam poderosos sejam como as letrinhas miúdas dos contratos: ninguém vê. Será necessário doar lupas para a polícia? Questiona o leitor. Feito o registro.

9-Volta à cena

Os irmãos Mara Rocha e Wherles Rocha, respectivamente ex-deputada federal e ex-vice governador, estão de volta à cena. Os irmãos ultimam os preparativos para o lançamento de um podcast que promete sacudir o marasmo político do Acre. O podcast deverá estrear em 30 dias. De acordo com o major Rocha, a condição de “fora da disputa”, lhes dá condição de avaliar todos os ângulos sem paixões. “Não vamos acusar nem defender ninguém”, disse ele e eu duvido. Wherles conhece as entranhas do governo e recentemente passou por uma experiência traumática com a MedTrauma. O que ocorreu após o acidente do filho dele. Tem muita bala na agulha para desperdiçar com “tranquilidade”. Aguardemos.

Bom dia, senador Márcio Bittar (União). É verdade que Vossa Excelência está ligando para gregos e troianos para convidar para o ato com Jair Bolsonaro? Não deve ser medo que o evento flope num estado 70% bolsonarista né? A pergunta que não cala é: em que a presença de um ex-presidente inelegível e indiciado pela PF vai contribuir para a melhoria de nossas vidinhas comuns?

Coluna de opinião e reflexão

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