Mensagens obtidas pelo jornal argentino La Nacion e pelo site de notícias especializado em criptomoedas CoinDesk relatam que um dos criadores da criptomoeda $Libra fazia pagamentos ao governo de Javier Milei. Nas trocas de mensagens com empresários acessadas pelos portais, Hayden Davis, com quem Milei chegou a se reunir presencialmente na Casa Rosada no ano passado, diz especificamente que envia dinheiro à irmã de Milei, Karina, que também é secretária-geral da Presidência.
Davis falou em mensagens trocadas com empresários como utilizou sua influência sobre o mandatário argentino. Em uma delas, datada de 11 de dezembro, Davis se gabava de controlar Milei e afirmou: “Envio dinheiro à sua irmã e ele assina o que eu digo e faz o que quero.”
A Justiça argentina, que já tem acesso às mensagens comprometedoras, pode convocar Karina Milei para prestar esclarecimentos sobre os repasses financeiros. A irmã do presidente, que concentra grande influência dentro do governo, poderá ser indiciada por corrupção e lavagem de dinheiro, o que também comprometeria diretamente Milei. Caso a comprovação dos pagamentos se fortaleça, a prisão preventiva do mandatário argentino se tornará uma possibilidade real, especialmente diante da gravidade das acusações.
Enquanto isso, a população reage com indignação. Os protestos começaram a se espalhar pelas principais cidades da Argentina, com manifestantes exigindo a renúncia imediata de Milei. O descontentamento se soma à crise econômica que já atinge duramente os argentinos, com inflação elevada e políticas ultraliberais que aprofundaram a miséria e o desemprego.
O escândalo, conhecido como “criptogate”, já gerou enorme repercussão na Argentina e motivou um pedido formal de impeachment contra Milei. A Justiça abriu investigações, e a gravidade das denúncias aumenta à medida que as chances de o Congresso avançar no processo são grandes.
A situação de Milei se agravou com a revelação de que ele promoveu uma criptomoeda fraudulenta $Libra, que, após sua propaganda, teve um aumento momentâneo de valor antes de despender, prejudicando consideravelmente os investidores. Pressionado, Milei apagou a publicação e tentou minimizar o caso, anunciando um suposto “escritório anticorrupção” dentro do próprio governo – medida amplamente criticada por opositores, que aciona uma manobra para encobrir o escândalo.
Com a crescente revolta popular e pressão política, a queda de Milei se torna provável. A Justiça Argentina avança na investigação, e sua prisão pode ser apenas uma questão de tempo. O ultradireitista, que tentou vender uma imagem de “caçador de corruptos”, agora se vê no centro de um dos maiores casos de corrupção da história recente do país, e seu governo pode estar com os dias contados.
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