Jantares de luxo, viagens internacionais, combustível para carros e jatinhos, plano de saúde vitalício com reembolsos ilimitados, moradia em áreas nobres e até ressarcimento por arroz de pato a R$ 303… Essas são algumas das mordomias mantidas com dinheiro público por um Congresso que custa, sozinho, R$ 40,8 milhões por dia ao povo.
No Brasil, um deputado federal ou senador pode viver com todos os luxos que o cargo oferece sem precisar gastar um único centavo do próprio salário – recentemente reajustado para mais de R$ 46 mil mensais. Isso porque o Congresso Nacional dispõe de um orçamento anual de R$ 15 bilhões, que sustenta não apenas os parlamentares, mas também assessores.
Segundo a apuração do Uol, cada parlamentar opera praticamente como “o CEO de uma empresa própria”, com verbas mensais de até R$ 133 mil apenas para contratação de secretários. Isso sem contar 13º, férias, auxílio-alimentação e outros encargos. Só no mês de março de 2025, os gabinetes da Câmara custaram R$ 64,3 milhões aos cofres públicos.
Além dos salários, há a “cota parlamentar”, que funciona como um verdadeiro cartão corporativo, cobrindo aluguel de carros, combustível, alimentação sem limite de valor, energia elétrica e até viagens e jantares no exterior.
O senador Ciro Nogueira (PP), por exemplo, recebeu R$ 607 de reembolso por um jantar em Brasília, onde uma única carne custou R$ 349. O deputado Marcos Soares (União Brasil) usou verba pública para jantar em Las Vegas, ao custo de R$ 413. Já Paulo Bilynskyj (PL) foi ressarcido em R$ 462 por um jantar em Washington.
No quesito moradia, quem não mora em imóveis funcionais recebe auxílio de até R$ 5.500 mensais — o suficiente para viver com bastante conforto a poucos minutos do Congresso. Já os presidentes da Câmara e do Senado vivem de graça em mansões de alto padrão à beira do Lago Paranoá.
No Senado, o plano de saúde é vitalício, e cobre ainda familiares e viúvas. Permite atendimento em qualquer hospital ou clínica privada do país, com reembolsos ilimitados. Hoje atende aos 81 senadores eleitos e a outros 190 ex-senadores e 126 cônjuges.
Como se não bastasse, a Câmara já aprovou outras 18 novas cadeiras parlamentares — o que deve adicionar mais R$ 64,8 milhões por ano à essa conta. A decisão aguarda apenas o aval do Senado.
A apuração destaca, ainda, que o Congresso consome 0,12% do PIB, o que corresponde a mais que o dobro do Estados Unidos (0,04%) e seis vezes o do Reino Unido (0,02%).
É com o suor das massas populares que se sustenta essa estrutura bilionária feita para privilegiar quem legisla em causa própria. Enquanto o povo conta centavos no mercado, sob a cantilena do corte de gastos, que, nos últimos anos, atingiu áreas como a Educação, Saúde, Bolsa Família, Auxílio Gás e outros direitos e medidas assistencialistas básicos), deputados e senadores vivem como marajás, alheios à realidade dos que fingem representar. As informações são de A Nova Democracia
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