Aprenda a votar ou se lasque: Hugo Motta usa jato da FAB para evento privado em Lisboa

Aprenda a votar ou se lasque: Hugo Motta usa jato da FAB para evento privado em Lisboa

Para eles, privilégios. Para o povo, cortes

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), que discursa a favor do corte de gastos, utilizou um jatinho da Força Aérea Brasileira (FAB) para viajar a Lisboa, em Portugal, onde participa do Fórum Jurídico. Fontes relataram que o avião decolou lotado.

 A aeronave utilizada por Motta é do mesmo tipo que foi empregada no transporte de respiradores e suprimentos médicos durante a pandemia de Covid-19.

O evento, organizado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e pelo IDP, instituto ligado ao ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), é conhecido nos bastidores como “Gilmarpalooza” e ocorre entre os dias 2 e 4 de julho.

A participação de Hugo Motta em eventos internacionais usando aeronaves da FAB tem se repetido. Em maio, ele esteve em Nova York em compromissos organizados por grupos empresariais como o LIDE, fundado por João Doria, e também utilizou um avião oficial para a viagem.

Guardião de privilégios

Hugo Mota que tentou chantagear o governo federal, junto com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), atuando como porta-vozes da Direita no Congresso, impediram o aumento da cobrança de impostos para os bilionários que correspondem a 0,21% da população com o aumento da taxação sobre altas rendas, lucros e capital;  cobrança do IOF que serviria bancar a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5.000 por mês. Ação que obrigaria o governo federal a cortar gastos em Saúde, Educação e Previdência, dentre outros, para cumprir a meta de déficit zero. Leia Mais

Paralelo a isso, mantém os privilégios da classe política com o aumentos dos já exorbitantes gastos do Congresso Nacional, como a  lei recentemente aprovada que aumenta o número de deputados federais de 513 para 531, com custo adicional de cerca de R$ 65 milhões por ano, considerando salários, benefícios e estrutura para os novos deputados. Sem falar nas famigeradas emendas parlamentares que estão na faixa de R$ 50 bilhões por ano.

O presidente da Câmara dos Deputados que usa a estrutura do Estado, como jatos da FAB para viajar até para o exterior, não abre mão de jantares de luxo. que são reembolsados pela Câmara com dinheiro público. Os deputados federais, majoritariamente de Direita também querem  permitir que os parlamentares acumulem salário e aposentadoria de outros mandatos. O texto apoiado por Hugo Motta revoga regra prevista em lei de 1997, que veda acúmulo dos dois recebimentos. Texto apoiado por Hugo Motta revoga regra prevista em lei de 1997, que veda acúmulo dos dois recebimentos. O líder do PL  na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante, associado a Hugo Mota na defesa dos privilégios da elite e no corte de investimentos em políticas sociais disse em entrevista que vai dificultar no Congresso Nacional a liberação de recursos para indenizar vítimas de fraudes no INSS. Sóstenes é pastor da igreja Assembleia de Deus.

Deputados são contra medidas que beneficiam a população

  • sistema tributário mais progressivo e de acabar com privilégios para distribuir melhor a riqueza e reduzir as desigualdades históricas que marcam o Brasil
  • taxação de quem ganha mais de R$ 50 mil/mês
  •    fim da escala 6×1
  • isenção do IR para rendas de até R$ 5.000
  •  tributar especuladores do mercado financeiro, que são privilegiados pelo nosso sistema de impostos que penaliza quem vive de salários e protege quem tem renda de mais de 1 milhão de reais por mês
  • enfrentar os supersalários de juízes e desembargadores que representam um gasto de R$ 7 bilhões em remunerações acima do teto estabelecido pela Constituição e a aposentadoria dos militares que pode render uma economia anual de R$ 2 bilhões aos cofres públicos.
  • tributar os super-ricos, nas transações financeiras, fundos de especulação e das empresas exportadoras, aumentando a taxação sobre altas rendas, capital e lucros
  • revisar as renúncias fiscais que correspondem a 4,8% do PIB brasileiro, somando a cada ano R$ 500 bilhões em impostos “perdoados”.

 

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